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COPA DO MUNDO

É Neymar e mais 10 contra a Coreia do Sul

Craque avança na recuperação do tornozelo direito e Tite garante que ele estará em campo hoje, contra a Coreia do Sul, pelas oitavas

É Neymar e mais 10 contra a Coreia do Sul
- Neymar esteve em campo e treinou com bola junto dos demais jogadores. Fora dos dois últimos jogos da Seleção por lesão, ele vai jogar hoje.
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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

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Ao longo da história da Seleção Brasileira, a camisa 10 sempre teve um significado ímpar. O jogador que a veste encarna uma aura de entidade, de representação do suprassumo da técnica e da arte que é jogar bola nessas terras. 

Apesar da ascensão de uma nova geração, Neymar nunca deixou de ser essa figura no contexto da Seleção comandada por Tite. As polêmicas jamais foram capazes de fazer surgir outro jogador com as suas qualidades e importância no campo. Por isso, ele volta hoje, às 16 horas, contra a Coreia do Sul, para de um jeito ou de outro tentar conduzir o Brasil às quartas de final da Copa do Mundo, depois de se recuperar da entorse no tornozelo direito sofrida na estreia.

“Eu prefiro a utilização do meu melhor jogador desde o início. O técnico tem que assumir o risco”,  disse Tite, já sem mais esconder que o Brasil precisa de Neymar. E há uma série de razões para que ele tenha confirmado a escalação com um “sim” a plenos pulmões.

“Não vou antecipar, não vou passar informação que não seja verdadeira. Quero ter a credibilidade. Vai treinar e, estando bem, vai para o jogo”, disse Tite, sem revelar o resto do time. “Os outros 10, não escalo”, frisou o treinador antes do treino de ontem.

No entanto,  Alex Sandro ainda não volta e Tite vai fazer adaptações nas laterais.  Na direita, com o deslocamento do titular Danilo para o lado canhoto, o zagueiro Militão será escalado. Daniel Alves foi a escolha contra Camarões, partida em que o treinador decidiu colocar em campo os reservas.

O que faz Neymar  fundamental no âmbito da Seleção atualmente vai além do campo. O craque contagia o ambiente, independentemente de suas posições pessoais e o jeito meio adolescente para um homem de 30 anos. 

Sem Neymar em dois jogos, os demais jogadores o reverenciaram em comemorações e homenagens e admitiram sua falta. Como em todo grupo, há um líder a ser seguido, e neste ele é Neymar, até mais do que Tite, para a maioria dos 26 convocados. Em campo, essa maioria vira unanimidade. Último a entrar no gramado em cada treino, a sensação de todos é que sem ele falta alguma coisa.

Contra Suíça e Camarões, buscaram-se alternativas para viver sem o camisa 10. Mas afirmar que há melhores soluções hoje é ir contra o que foi visto em campo. 

Até porque Tite não as encontrou em termos coletivos. Logo, não se pode negar o impacto da ausência de um jogador com a capacidade de jogar entre as linhas de defesa, criar situações de gol e também finalizar. Paquetá, Rodrygo e Everton Ribeiro tiveram oportunidades, mas nenhum deles teve o poder de penetração que Neymar tem para vencer a primeira barreira de marcação e gerar superioridade numérica na hora do passe final.

Expectativa de mais gols

 
















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Sem Neymar, a Seleção teve uma queda abrupta no número de finalizações do primeiro para o segundo jogo, contra a Suíça, cujo sistema defensivo é dos melhores da Europa, e depois voltou a produzir, mas não com o mesmo volume e qualidade.

Não é possível dizer que isso passou apenas pela falta de Neymar, mas a média de finalizações de 17,3 por partida após três jogos foi uma com ele em campo e outra sem. Na estreia contra a Sérvia, o Brasil finalizou 24 vezes e teve cinco arremates de dentro da área dos 10 que foram em direção ao gol. Diante da Suíça, já sem Neymar, o número geral caiu para nove. Foram quatro das cinco finalizações no gol de dentro da área. Já frente a Camarões, o índice voltou a crescer: 19 finalizações, cinco das seis de dentro da área em direção ao gol. 

O Brasil ganhou nove de 14 duelos pelo chão no primeiro jogo (64%). No segundo, 15 em 21 (71%), e no último, sete em 11 (63%). Não há números sobre dribles, apenas assistências e gols, que Neymar não teve em pouco menos de 90 minutos.

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