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Copa do Mundo 2026

Bruxa está solta: seleções perdem craques às vésperas da Copa do Mundo

Às vésperas do Mundial, seleções perdem craques por lesões e atletas correm contra o tempo para se recuperar

Bruxa está solta: seleções perdem craques às vésperas da Copa do Mundo
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Foto de perfil de Víctor Fontes

Víctor Fontes

Jornalista mineiro formado pela UFSJ, com passagem como narrador esportivo e apresentador de rádio. Hoje Victor Fontes é repórter multimídia e editor substituto em A Tribuna, e apresentador do programa Apita Aí na TV Tribuna/Band, cobrindo esportes todos os dias — da várzea ao Mundial, no texto e na câmera!

Última atualização

A contagem regressiva para a Copa do Mundo ganhou um componente indesejado, e cada vez mais presente: a lista crescente de craques fora, ou ameaçados de ficar fora, por lesão.

A pouco mais de um mês da abertura, o cenário já impacta diretamente o planejamento das seleções e pode alterar forças antes mesmo do início do torneio. No clima que toma conta dos bastidores, a sensação é clara: a bruxa está solta antes da Copa.

O calendário cada vez mais apertado, somado à reta final intensa da temporada europeia, cobra um preço alto. Em um Mundial que será disputado pela primeira vez com 48 seleções, entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México, o desgaste físico virou protagonista fora das quatro linhas.

Na Seleção Brasileira, as baixas são significativas. Rodrygo está fora após romper o ligamento cruzado anterior e o menisco, com previsão de recuperação entre seis e sete meses. Éder Militão também não terá condições de jogo. O impacto é direto em uma base que vinha sendo estruturada para o torneio.

Alisson e Estêvão, por outro lado, ainda vivem a expectativa de recuperação, mas cercados de incerteza quanto ao ritmo ideal para competir em alto nível.

Diante disso, Carlo Ancelotti terá que se desdobrar para reorganizar a equipe, testar alternativas e, possivelmente, mudar a espinha dorsal do time às vésperas da competição.

Entre as principais potências, o problema se repete. A França pode perder Hugo Ekitiké, que sofreu ruptura no tendão de Aquiles, enquanto Kylian Mbappé trata lesão muscular e tenta chegar em condições.

A Espanha monitora Lamine Yamal, com problema na coxa, e a Alemanha já não contará com Serge Gnabry. A Holanda também chega desfalcada, sem Xavi Simons.

Outras seleções acumulam perdas relevantes. A Argentina não terá Joaquín Panichelli, além de Juan Foyth, que rompeu o tendão de Aquiles.

A Inglaterra não contará com Jack Grealish, submetido a cirurgia no pé, enquanto o espanhol Samu Aghehowa também está fora após grave lesão no joelho.

A lista cresce semana após semana, e alimenta ainda mais a sensação de alerta generalizado.

Com esse cenário, as comissões técnicas passam a lidar com um verdadeiro quebra-cabeça físico e tático.

Brasil

E agora, Ancelloti?

É com o caldeirão do mago italiano que estamos contando. Ele terá que preparar uma boa dose de magia para se livrar dessa dor de cabeça e buscar alternativas após perder dois titulares da Seleção. Militão fazia diferença pela capacidade de atuar como zagueiro ou lateral. Já a ausência de Rodrygo tirará criatividade, drible, movimentação e poder de decisão.

FORA DA COPA

Éder Militão

  • Time: Real Madrid (Espanha)
  • Lesão no tendão do bíceps femoral da coxa esquerda.

Rodrygo

  • Time: Real Madrid (Espanha)
  • Rompimento do ligamento do joelho, sofrido em março.

Dúvidas

Vanderson, 24 anos, LATERAL

  • Time: Monaco (FRA)
  • Praticamente fora após passar por cirurgia na coxa esquerda.

Estêvão, 19 anos, atacante

  • Time: Chelsea (ING)
  • Tem lesão muscular de grau 4 na coxa esquerda.

Alisson, 33 anos, goleiro

  • Time: Liverpool (ING)
  • Lesão na coxa direita, mas deve retornar ainda neste mês.

Inglaterra

Menos criatividade

A ausência de Jack Grealish tira da Inglaterra uma importante alternativa ofensiva. Conhecido pela capacidade de prender a bola, quebrar linhas e sofrer faltas em zonas perigosas, o meia ajudava a controlar o ritmo das partidas. Além da criatividade, Grealish também oferecia experiência.

Fora da Copa

Grealish, 30 anos, MEIA

  • Time: Everton (Inglaterra)
  • Passou por cirurgia após fratura por estresse no pé esquerdo.

França

Sem o “camisa 9”

Em grande fase no Liverpool, Ekitiké vinha se destacando pelo poder de finalização, velocidade e movimentação ofensiva, como um “camisa 9” moderno.

Aos 23 anos, o atacante era visto como uma das principais promessas do futebol francês e oferecia intensidade e versatilidade ao ataque de Didier Deschamps em jogos decisivos.

Fora da Copa

Ekitiké, 23 anos, atacante

  • Time: Liverpool (Inglaterra)
  • Ruptura no tendão de Aquiles direito, exigindo cirurgia e um afastamento de 9 a 12 meses.

Holanda

Peça-chave holandesa

Vivendo o melhor momento da carreira, o meia Xavi Simons era uma das principais referências criativas da equipe, com dribles, passes decisivos e grande capacidade de articulação ofensiva. Além da versatilidade para atuar como armador ou ponta, Simons havia assumido protagonismo após a Euro 2024, sendo peça-chave na organização das jogadas da seleção holandesa.

Fora da Copa

Xavi Simons, 23 anos, meia

  • Time: Tottenham (Inglaterra)
  • Ruptura no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho direito.

Argentina

Perda de versatilidade

Reserva de confiança de Lionel Scaloni, o defensor se destacava pela versatilidade, podendo atuar como zagueiro ou lateral-direito. Presente com frequência nas convocações, Foyth oferecia entrosamento, segurança defensiva e qualidade na saída de bola, além de ser uma opção para mudanças táticas.

Fora da Copa

Foyth, 28 anos, zagueiro

  • Time: Villarreal (Espanha)
  • Ruptura no tendão de Aquiles da perna esquerda, sofrida em janeiro.

Alemanha

Prejuízo no ataque

A ausência de Serge Gnabry representa uma perda importante para a Alemanha. Um dos principais nomes do ataque, o jogador era peça-chave pela capacidade de finalização, criação e movimentação ofensiva.

Além da versatilidade tática, Gnabry também oferecia experiência em grandes jogos e forte entrosamento com parte do elenco do Bayern de Munique. Sem ele, a Alemanha perde velocidade, poder ofensivo e Julian Nagelsmann terá que buscar alternativas no setor.

Fora da Copa

Gnabry, 30 anos, atacante

  • Time: Bayern (Alemanha)
  • Ruptura no músculo adutor da coxa direita sofrida em abril de 2026.

Japão

Baque japonês

Lidar com a ausência de Takumi Minamino será um grande desafio para o Japão na Copa do Mundo. Um dos principais nomes da seleção, o meia era peça fundamental no setor ofensivo, contribuindo com criatividade, movimentação e poder de decisão.

Além da capacidade de finalização, Minamino também tinha papel importante no estilo de pressão alta adotado pela equipe, ajudando na recuperação rápida da bola. Com experiência em grandes clubes da Europa, como Liverpool e Monaco, sua liderança e entrosamento faziam diferença em jogos decisivos.

Sem ele, o Japão perde qualidade técnica, articulação e força ofensiva para a Copa.

Fora da Copa

Minimino, 31 anos, MEIA

  • Time: Monaco (França)
  • Ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em dezembro.


Dúvidas

Argentina

  • Cristian Romero
  • Tem lesão no joelho e tenta recuperação.

Croácia

  • Luka Modric
  • Tem lesão na maçã do rosto e tenta recuperação.

Espanha

  • Lamine Yamal
  • Tem lesão na coxa e está fora da temporada, mas deve retornar a tempo para a Copa.
  • Nico Williams
  • Sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda no domingo.
  • Mikel Merino
  • Fraturou o pé, mas deve retornar a tempo.

França

  • Mbappé
  • Tem lesão na coxa, mas deve voltar a tempo da Copa.

Holanda

  • Memphis
  • Iniciou transição física e deve retornar a tempo da Copa.
  • Jurrien Timber
  • Lesão na virilha. Em fase final de recuperação.

Marrocos

  • Hakimi
  • Tem lesão na coxa e tenta recuperação.

Portugal

  • Rúben Dias
  • Tem lesão na coxa, mas deve voltar a tempo.

Turquia

  • Arda Güler
  • Tem lesão no bíceps femoral, mas deve voltar a tempo.

Uruguai

  • Piquerez
  • Passou por cirurgia no tornozelo direito e tenta recuperação.
  • Arrascaeta
  • Fratura na clavícula direita: 45 dias de recuperação.


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