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Copa do Mundo 2026

Endrick diz que aceita decisões de Ancelotti: ‘Ele faz o melhor para o time’

Atacante de 19 anos relata surpresa ao entrar contra o Japão e afirma que seguirá as decisões do técnico em meio à disputa por vaga nas oitavas

Endrick diz que aceita decisões de Ancelotti: ‘Ele faz o melhor para o time’
- Endrick durante entrevista coletiva pela Seleção Brasileira no hotel The Ridge, em Nova Jersey

Última atualização


Endrick admitiu que se surpreendeu quando foi chamado para entrar na seleção brasileira no lugar do lesionado Lucas Paquetá, no intervalo do jogo contra o Japão, na segunda-feira. À espera de uma oportunidade, e com parte da opinião pública e da torcida pedindo sua escalação, o atacante disse que confia nas decisões de Carlo Ancelotti, seu técnico por uma temporada no Real Madrid.

“Na primeira temporada com o mister, joguei poucos minutos, mas praticamente entrava em todos os jogos. Ele sempre dizia: ‘Fica tranquilo, sua hora vai chegar’. E chegou. Na Copa do Rei, ele passou a me utilizar mais, pude começar partidas, ajudar a equipe e fazer gols”, lembrou Endrick em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, 2, no hotel em que o Brasil está concentrado, em Nova Jersey.

“Sempre mantive a tranquilidade. Ele é o treinador mais vencedor do futebol e sabe exatamente o que faz. Sempre digo que ele não vai fazer o que é melhor para o Endrick, nem para qualquer outro jogador. Vai fazer o que é melhor para a equipe. Ele toma as decisões pensando no time. Eu só preciso fazer o que ele pedir”, disse.

Aos 19 anos, Endrick é, ao lado de Rayan, o mais jovem de um elenco experiente. O atacante contou que conversa muito com os jogadores mais velhos, inclusive Neymar, para entender melhor a Copa do Mundo e a experiência de defender a seleção brasileira em um momento como este.

“Converso muito com o Neymar para extrair o máximo possível e levar isso para a minha carreira. É importante falar com pessoas como Marquinhos, Casemiro e Alisson, que são os capitães. O Ney é um deles. Quero aproveitar a experiência deles. É uma coisa maravilhosa. Fazia isso com o Gustavo Gómez, no Palmeiras. Sempre procurei pessoas inteligentes, que entendem de futebol”, disse.

Quando perguntado se estará tenso no sábado à noite, véspera das oitavas de final contra a Noruega, Endrick afirmou que vai dormir “como um bebê”. O confronto será às 17h (de Brasília) de domingo, 5, em East Rutherford.

“Será um grande jogo, entre grandes jogadores. Os dois times vão buscar a vitória o tempo todo. Espero que possamos fazer uma grande partida, continuar evoluindo e fazer o que o mister pede. Em mata-mata não existe margem para erro”, afirmou.

Com Lucas Paquetá praticamente fora da Copa, por causa de uma lesão muscular, surge a oportunidade de Endrick ganhar uma vaga no time, assim como seu parceiro Rayan ganhou quando Raphinha se machucou. Na prancheta de Ancelotti, o camisa 19 da seleção é um centroavante, ou um “falso 9”, e não um ponta.

“No Lyon consegui ajudar como camisa 9, joguei aberto pela direita e também como falso 9. O mister conhece muito bem as minhas qualidades e características. Trabalhamos juntos durante um ano no Real Madrid e aqui não é diferente. Ele sabe exatamente no que posso contribuir”, disse Endrick.

Para o jogo contra a Noruega, é provável que Endrick permaneça no banco e que Ancelotti opte por Danilo Santos ou até mesmo Gabriel Martinelli para ocupar a vaga de Paquetá.


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