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Reunião da SAF do Botafogo fica travada por impasse

AGE do Botafogo deve ser adiada para segunda chamada, em meio a impasse judicial e plano de aporte de Textor

Reunião da SAF do Botafogo fica travada por impasse
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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

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A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada por John Textor, dono da SAF do Botafogo, e agendada para esta segunda-feira (20), às 11 horas, no Nilton Santos, deverá ocorrer apenas na segunda-feira (27). Isso porque a Eagle Bidco não deve mandar um representante da Cork Gully, escolhida para ser a administradora judicial da empresa, subsidiária da Eagle Football Holdings que detém as ações do alvinegro.

A empresa chegou a solicitar o adiamento da reunião, mas teve o pedido negado pelo Tribunal Arbitral, que, por sua vez, determinou que ela seja realizada com um representante da Eagle. Com isso, a Assembleia Geral Extraordinária deve acontecer na próxima segunda-feira, que é a data da segunda chamada.

As partes envolvidas acreditam que a Eagle mandará alguém para representá-la. Caso isso não aconteça – o que iria em sentido contrário ao que foi pedido pelo Tribunal Arbitral -, os objetivos de John Textor ao convocar a assembleia poderiam ser “travados” devido a todo este litígio judicial.

O adiamento da AGE frustra os planos do John Textor, que desejava usar a reunião para pressionar a aprovação de um aporte de 25 milhões de dólares (cerca de R$ 125 milhões). Além disso, o empresário americano tinha como carta na manga a ideia de propor uma recuperação judicial para o Botafogo já nesta AGE.

O motivo principal de John Textor é que, com a Recuperação Judicial, o Botafogo poderia ter argumento para evitar a sequência de transfer bans da Fifa que está por vir – já há um em andamento, dado pela CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) por dívida de pouco mais de R$ 1 milhão.

O argumento seria que, devido à responsabilidade de seguir a ordem de credores que viria a ser determinada pela Justiça, o alvinegro não poderia pagar as dívidas com outros clubes diretamente. O provável deságio nos documentos também seria um ponto importante nesta equação.

Há, nos bastidores do Botafogo, uma iniciativa da ala associativa em busca de um acordo coletivo com a SAF. Por ainda estar em fase embrionária, a medida ainda não tem sequer um rascunho de como ficaria o controle administrativo ou a situação financeira do alvinegro.


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