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FUTEBOL

Michael admite desejo de voltar ao Brasil e cita Flamengo como prioridade

O atleta disse que enfrenta dificuldades de adaptação na Arábia Saudita, embora tenha sido bem recebido no país

Michael admite desejo de voltar ao Brasil e cita Flamengo como prioridade
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“Xodó” da torcida do Flamengo na conquista do título do Campeonato Brasileiro de 2021, o atacante Michael quer retornar ao Brasil. Atualmente jogando no Al-Hilal, da Arábia Saudita, ele afirma ter recebido propostas de dois clubes do futebol nacional, mas citou a prioridade ao rubro-negro.

 













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“A verdade é uma só. Quero voltar ao Brasil. Tem dois clubes com propostas. Mas eu tenho uma promessa, se eu prometer, vou cumprir. Aprendi com meu pai, você tem sua palavra. Se der, cumpra. Tenho uma promessa com o Marcos Braz (vice-presidente do Flamengo), antes de eu sair (de dar prioridade ao Flamengo)”, revelou Michael em entrevista.

O atleta disse também que enfrenta dificuldades de adaptação na Arábia Saudita, embora tenha sido bem recebido no país. Ele afirma que não está conseguindo ser “ele mesmo”. Além disso, ele conta que a recente morte de sua mãe influenciou o desejo de retornar ao Brasil.

“A Arábia Saudita tem sua cultura. Sou um cara muito alegre, gosto de música, gosto de resenha. Lá é um pouco diferente. Lá eu tenho que não ser eu. É realmente um trabalho. Eu chegava no Flamengo e o pessoal falava: o doidinho chegou. Chego cantando, gritando, converso com todo mundo. Aí chego na Arábia e eu não falo inglês, não falo Árabe. É difícil pra mim essa adaptação. E eu sou um cara que gosta de treinar demais, então é difícil para mim”, disse.

“Perdi minha mãe há um mês. Estou com muita saudade dos meus irmãos e do meu pai. Parece que a gente quer ficar mais próximo dele. Foi um baque, minha mãe ficou internada 12 dias. Ai nessa hora você pensa: de que adianta o dinheiro? Eu tinha dinheiro que podia, mas não consegui salvar minha mãe. E aí? Você vê que o dinheiro não é tudo. Eu levei minha mãe para o Rio, fiquei com ela dois dias antes de viajar. Ela estava boa, tomando a cervejinha dela, comendo a carninha dela, e quando eu volto é para velar minha mãe. Para mim, é um baque. Não é só o futebol em si, que lá não é tão legal. Tem a saudade da família”, acrescentou.

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