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Eu e Elas

Divórcio: o fim de um ciclo e o começo de um renascimento

Divórcio pode representar dor e ruptura, mas também abrir caminho para autoconhecimento, resiliência e reconstrução pessoal

Divórcio: o fim de um ciclo e o começo de um renascimento
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Izah Mendonça

Apresentadora do Programa Eu e Elas, na TV Tribuna / Band e colunista do Tribuna Online

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Quando pensamos em divórcio, muitas vezes a palavra que vem à mente é “fracasso”. Mas essa visão tradicional já não reflete a complexidade humana nem a realidade emocional de tantas mulheres que atravessam essa fase com coragem, autoconhecimento e resiliência. Divórcio pode marcar o fim de um ciclo doloroso, mas também o início de uma reconstrução profunda e libertadora.

Especialistas em psicologia afirmam que o divórcio é um rito de passagem, uma transição de vida semelhante a outros ciclos que vivenciamos ao longo da vida. Mas eu acredito que essa etapa não é o fim da vida, mas o fim de um ciclo, que pode abrir espaço para um novo começo, com foco no autocuidado e na reconstrução do sentido de si mesma.

O divórcio pode trazer uma poderosa oportunidade de redescoberta pessoal. A economista e autora Helena Sacadura Cabral já destacou que “o divórcio não é o fim do amor, é o começo do amor-próprio”, porque ele muitas vezes devolve à mulher aquilo que foi perdido: dignidade, identidade e escolhas que foram negligenciadas em nome de um relacionamento que não favorecia mais o crescimento.

E essa transformação não é apenas uma ideia bonita, ela encontra eco em relatos e experiências reais. A escritora e comentarista Kathy Lette, por exemplo, compartilhou publicamente que após o divórcio viveu um dos períodos mais vibrantes de sua vida, mais conectada com sua autenticidade e gratidão por si mesma, ressaltando que mudanças podem ser “coisa boa”.

Claro, não é um processo simples nem instantâneo. Sabemos que muitas mulheres enfrentam impactos emocionais intensos, como sentimentos de tristeza, culpa, ansiedade ou medo no pós-divórcio. No entanto, a psicologia também aponta caminhos de cura e crescimento, como acolher os próprios sentimentos, fortalecer vínculos significativos, especialmente com amigas e familiares, e buscar novas metas e propósitos.

E é justamente nesse movimento de olhar para dentro que muitas mulheres encontram um novo sentido: a chance de se reconectar com seus sonhos esquecidos, de construir novos hábitos, de aprender a amar e respeitar a si mesmas com mais profundidade. Quanto mais conseguimos ver o divórcio como um movimento de vida e não como uma falha, maior é a liberdade que damos a nós mesmas para crescer.

Culturalmente, ainda há estigmas. Mas vozes contemporâneas, profissionais de saúde emocional e experiências de vida nos ensinam que o fim de um casamento não determina o fim de uma história de amor, especialmente, o amor que cultivamos por nós mesmas.

Divórcio pode doer, sim. Mas pode também ser o nascimento de uma mulher mais inteira, mais consciente e mais conectada com seu próprio valor, e isso é, sem dúvida, um renascimento.

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