- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Famosos

‘O Agente Secreto’ não existiria sem Bolsonaro, afirma Wagner Moura

Ator falou sobre ditadura no Brasil durante entrevista nos Estados Unidos

‘O Agente Secreto’ não existiria sem Bolsonaro, afirma Wagner Moura
- Wagner Moura recebeu prêmios pela atuação em "O Agente Secreto"
Foto de perfil de Agência Folhapress

Agência Folhapress

Com quase três décadas de atuação, a Folhapress é a agência de notícias do Grupo Folha e compartilha o compromisso da Folha de São Paulo com a produção de um jornalismo crítico, moderno, pluralista e apartidário, assegurando a geração e distribuição de um noticiário ágil, confiável e independente.

Última atualização



Em agenda de divulgação do longa “O Agente Secreto” nos Estados Unidos, Wagner Moura foi entrevistado por Jordan Klepper no programa “The Daily Show” na última sexta (16). O apresentador parabenizou o brasileiro pela conquista de dois prêmios no Globo de Ouro.

Ao longo da conversa, o ator explicou que a produção de Kleber Mendonça Filho acompanha um homem permanece fiel aos seus valores, mesmo diante de cenários que o pressionam a seguir na direção oposta do que acredita. O longa se passa em 1977, durante a ditadura militar, no Brasil.

Para Moura, embora a ditadura militar tenha encerrado em 1985, os ecos do período continuam presentes no país. “Quando nós elegemos um presidente de extrema-direita em 2018, esse homem foi como uma manifestação física desses ecos”, diz.

O brasileiro também afirma que agradeceu a Bolsonaro em um dos prêmios que ganhou em Cannes. “Sem ele, nunca teríamos feito esse filme. O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e pelo diretor Kleber Mendonça Filho com o que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022”, conta.

“Este homem, eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil no século 21. Estávamos nos ligando: ‘como podemos reagir a isso?'”, comenta o artista.

Moura e Keppler também discutem a importância de preservar a memória e a história para não repetir de erros do passado. É nesse contexto que o brasileiro critica a Lei da Anistia, de 1979.

“A lei basicamente perdoou todos os torturadores, assassinos e pessoas que fizeram coisas desprezíveis para os civis. Isso foi muito ruim para a nossa memória coletiva ou perda dela. Há coisas que não podem ser esquecidas, que não podem ser perdoadas”.

Segundo o ator, alguns problemas começam a ser resolvidos com a punição daqueles que atentaram contra a democracia -inclusive o ex-presidente. “Bolsonaro mesmo está agora na prisão. Eu espero que isso seja uma nova fase para os jovens brasileiros. Bolsonaro jamais teria existido, politicamente, se não fosse por essa lei que fez as pessoas esquecerem o quão ruim foi a ditadura”.



Mais Lidas

Ver tudo ›