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Filmes e Séries

Reflexões e loucuras com Renata Sorrah

Se não for para causar com suas personagens polêmicas e fortes, a atriz carioca Renata Sorrah, 71, nem entra em cena! Foi assim com Heleninha ...

Reflexões e loucuras com Renata Sorrah
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Última atualização

 (Foto: Nana Moraes/Divulgação)Se não for para causar com suas personagens polêmicas e fortes, a atriz carioca Renata Sorrah, 71, nem entra em cena! Foi assim com Heleninha Roitman, de “Vale Tudo” (1988), e com a vilã Nazaré Tedesco, de “Senhora do Destino” (2004), que até hoje tem rendido bons memes.

Mas, se precisar, ela também chega na reta final para provocar uma reviravolta! Como agora, em que dá vida à Dulce, a mãe esquizofrênica de Laureta (Adriana Esteves) em “Segundo Sol”.

“Esses são os personagens mais interessantes. Esse desequilíbrio é interessante, principalmente quando mistura com humor. Em comum, está o fato de serem mais humanas, que têm erros, falhas, alegrias, explosões. Acho que todos nós temos uma loucura dentro da gente”, conta em entrevista à agência Folhapress.

E não para por aí. Renata Sorrah também mostra sua personalidade forte em “Preto”, espetáculo que estreia em Vitória sábado e domingo e faz uma reflexão sobre as diferenças raciais, políticas e culturais. “É uma peça muito atual. Fala sobre se colocar no lugar do outro”, explica a atriz, que atua com Cássia Damasceno, Felipe Soares, Grace Passô, Nadja Naira e Rodrigo Bolzan.

“Esse desequilíbrio é interessante” – Renata Sorrah, atriz

 (Foto: João Cotta/Divulgação/TV Globo/Segundo Sol)Vive cuidando das galinhas”
“A vida da Dulce é triste, ela simplesmente vive e tenta que a filha fique por perto. O sonho dela é que Laureta vá morar de novo naquela casa. Ao mesmo tempo, Dulce é engraçada, leve, vive cuidando de suas galinhas, que trata como filhas. É um personagem muito interessante”.

Doença e abandono
“Não sei se podemos chamar de esquizofrenia o que ela tem. Ela não tem o raciocínio claro, mas, em alguns momentos, apresenta até muita lucidez. Dulce sofre nas mãos de Laureta e percebe a filha que tem, mas a ama. Apesar de tudo, ela vive a loucura de uma vida sozinha, abandonada pela filha”.

“Todos nós temos loucura”
“Acho esses os personagens mais interessantes. Esse desequilíbrio é interessante, principalmente quando mistura com o humor.

As personagens que fiz são bem diferentes, a Heleninha Roitman era doente, frágil, apaixonada, completamente diferente de Nazaré. Em comum, está o fato de serem personagens mais humanas, que têm erros, falhas, alegrias, explosões. São tantas coisas que inspiram um ator para fazer um personagem.

Acredito que seja preciso estar generoso, aberto para a vida e para o outro. Acho que todos nós temos uma loucura dentro da gente. Adoro fazer esse tipo de personagem, pois eles são muito ricos”.

Volta às novelas
“Participar dos últimos capítulos de ‘Segundo Sol’ me traz muita alegria e, ao mesmo tempo, é difícil entrar no final de uma novela potente como essa, com ótimos atores e direção. Aceitei o desafio e estou fazendo, muito feliz”.

“Fui coerente”
“Comecei a fazer teatro com o grupo Tuca, dirigido por Amir Haddad. Foi um começo de seriedade, criatividade. Carrego isso até hoje e tenho orgulho das minhas escolhas em TV e teatro. Tenho o maior prazer em ser atriz, guardo memórias incríveis. Fui coerente esses anos todos”.

“Preto” no teatro
“Nos últimos sete anos, trabalho com a Companhia Brasileira de Teatro, dirigida por Marcio Abreu. “O texto de ‘Preto’ foi escrito durante um processo de ensaios e foi incrível, nunca tinha participado de algo assim. Foi muito interessante. Meu sonho é continuar na Companhia Brasileira. Continuar na TV, fazer uma boa novela e séries”.

Cinema
“Fiz pouco. Recebi muitos convites, mas sempre estava envolvida com televisão ou com teatro. Um filme que destaco na minha carreira é ‘Matou a Família e Foi ao Cinema’ (1989), de Júlio Bressane, um marco do Cinema Novo”.

Carinho do público
“Tenho uma resposta do público que é sensacional, carinhosa. Recebo tantos parabéns… Eles dizem ‘obrigado’, ‘gosto tanto de você’, fico surpresa. Gosto muito dessa troca, é uma resposta ao meu trabalho”.

Serviço:
“Preto”
O quê: Espetáculo com a Companhia Brasileira de Teatro
Quando: Sábado, às 21h, e domingo, às 19h
Onde: Teatro da Ufes (Goiabeiras, Vitória)
Ing.: R$ 25,00 (meia). Para sábado, já estão esgotados.
Vendas: bilheteria do teatro, até sexta-feira, das 15h às 20h, e sábado e domingo, das 15h até o horário da sessão, e no tudus.com.br
Clas.: 14 anos
Inf.: 3029-2765

Oficina “Práticas do Teatro Contemporâneo”
Quando: Sábado e domingo, das 10 às 13h, no Teatro da Ufes
Ministrantes: Giovana Soar e Nadja Naira
Público alvo: Direcionada a performers, bailarinos, diretores, atores e atrizes profissionais e estudantes de Teatro
Quanto: Grátis
inscrição: Pelos e-mails contato@wbproducoes.com e contato@companhiabrasileira.art.br

Leia também: Saiba mais sobre “Preto”, espetáculo estrelado por Renata Sorrah

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