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Imóveis

Geladeiras, fogões e móveis já são adaptados para apartamentos cada vez menores

Com a redução cada vez maior dos espaços internos, empresas têm adaptado móveis e eletrodomésticos para a realidade do morador

Geladeiras, fogões e móveis já são adaptados para apartamentos cada vez menores
- Rosa Alves diz que há consumidores priorizando peças que ofereçam flexibilidade e aproveitamento do espaço
Foto de perfil de Eliane Proscholdt

Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

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Apartamentos menores têm mudado a forma de morar — e também de consumir. Com a redução da metragem dos imóveis, em alguns casos, moradores precisam adaptar a rotina e fazer escolhas estratégicas para aproveitar melhor cada metro quadrado disponível.

A redução do espaço interno tem reflexos diretos no comércio e na indústria. Empresas de eletrodomésticos passaram a investir em versões menores, multifuncionais e mais silenciosas, pensadas para ambientes integrados, onde cozinha, sala e até home office dividem o mesmo espaço.

Geladeiras mais estreitas, fogões compactos, cooktops com menos bocas e aparelhos que acumulam funções, como forno com airfryer embutida, têm ganhado mais espaço entre as opções disponíveis.

No setor de móveis, cresce a procura por soluções que aliem praticidade e aproveitamento inteligente do espaço.

Móveis planejados, sofás retráteis menos profundos, modelos fixos com braços mais finos e mesas de jantar compactas estão entre os itens mais procurados. A lógica é clara: manter o conforto sem comprometer a circulação. Camas continuam sendo indispensáveis, mas armários com baú e bancadas multifuncionais viram aliados importantes na organização.

Quem percebe essa realidade é a gerente de vendas da Móveis Conquista, em Vitória, Rosa Alves. Ela conta que há consumidores priorizando peças que ofereçam flexibilidade e aproveitamento inteligente do espaço.

“A gente percebe uma necessidade cada vez maior de mobiliário mais flexível, com móveis planejados ou sob medida, principalmente para áreas como o home office, que hoje ocupa um espaço maior dentro do apartamento”.

Entre as principais tendências estão os sofás retráteis, porém menos profundos, ideais para ambientes menores, além dos modelos fixos com braços mais finos, que ajudam a ampliar visualmente o espaço. “Essa é uma tendência crescente, especialmente em imóveis compactos”, afirma Rosa.

Claudiane Guisso, gerente de loja da Atacado Preço Baixo, percebe que os consumidores também estão procurando produtos que ofereçam praticidade. Nos exemplos citados, airfryer, panela de arroz elétrica,panela de pressão elétrica, entre outros produtos.

Impacto nos eletrodomésticos

Adaptação para nova realidade

A busca por imóveis menores tem refletido diretamente no consumo de eletrodomésticos mais compactos.

Blair Vieira, gerente comercial da Engage Eletro Outlet, conta que muitos clientes chegam à loja já preocupados com as medidas dos produtos e procuram opções que se adaptem melhor a espaços.

“Hoje nos deparamos com muitos clientes buscando produtos mais compactos. Grande parte deles pede as medidas antes de fechar a compra e procura itens que realmente atendam às necessidades do dia a dia sem comprometer o espaço”.

Entre os produtos compactos mais procurados, segundo ele, estão lavadoras de roupas, lava e seca, fogões, geladeiras, micro-ondas, purificadores de água, fornos elétricos, cooktops e panelas elétricas.

Saiba mais

Novas soluções

O cenário indica uma mudança de comportamento que vai além da decoração ou do design.

Morar em espaços menores deixou de ser exceção e passou a exigir novas soluções, novos produtos e uma nova forma de pensar a casa — mais funcional, integrada e adaptada à realidade urbana atual.

Móveis

Entre as estratégias, consumidores têm buscado soluções sob medida que aproveitam cada centímetro.

Exemplos

Sofás retráteis e com profundidade reduzida que não “pesam” no ambiente;

Camas com baú ou com espaço de armazenamento embutido;

Mesas de jantar menores e bancadas multifuncionais;

Linhas curvas e móveis com múltiplas utilidades, como escrivaninhas que viram aparadores.

Eletrodomésticos compactos

Fabricantes têm lançado produtos com dimensões externas reduzidas, sem perder capacidade ou desempenho.

Exemplos

Lavadoras de roupas menores, ideais para áreas reduzidas;

Geladeiras estreitas ( a Electrolux, por exemplo,lançou recentemente uma geladeira de três portas com 70 cm de largura, 20 a menos que outros modelos similares disponíveis no mercado).

Fogões e cooktops menores ou com funções extras (como airfryer integrada);

Micro-ondas e eletroportáteis com funções combinadas (reduzem a necessidade de aparelhos extras).

Áreas comuns

Se por um lado a metragem dos imóveis diminui, as áreas comuns dos condomínios se tornaram extensões da moradia.

Exemplos

Lavanderias coletivas, coworkings (espaço de trabalho compartilhado entre vários profissionais), academias, mercados autônomos e espaços de convivência.

Essa estrutura ajuda a suprir demandas que não cabem em casa e explica, por exemplo, o crescimento das lavanderias de autosserviço em áreas urbanas mais adensadas.

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