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Internacional

Após disparar foguetes, Hezbollah declara ‘guerra indefinida’ contra Israel

Ofensiva ocorre em resposta aos ataques israelenses no Líbano que mataram dezenas, incluindo um comandante veterano do Hezbollah

Após disparar foguetes, Hezbollah declara ‘guerra indefinida’ contra Israel
- Agentes das forças de segurança israelenses inspecionam local atingido por ataque aéreo vindo do Líbano em Kiryat Bialik, no norte de Israel, neste domingo, 22. A milícia xiita radical libanesa Hezbollah lançou hoje mais de 100 foguetes em direção a Israel. Segundo informações do Exército israelense, a maioria das peças de artilharia foram interceptadas na região de Haifa e Nazaré, no norte do país. Os dois lados estão trocando ataques de forma mais intensa desde a explosão de pagers e walkie-talkies de integrantes do Hezbollah durante a semana, em uma operação atribuída a Tel-Aviv

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O vice-líder do Hezbollah, Naim Kassem, declarou neste domingo, 22, uma “guerra indefinida” contra Israel, após o grupo lançar mais de 100 foguetes no norte do país, atingindo áreas próximas a Haifa. A ofensiva ocorre em resposta aos ataques israelenses no Líbano que mataram dezenas, incluindo um comandante veterano do Hezbollah, aumentando o risco de um conflito em larga escala.

O Hezbollah afirmou que os ataques marcam apenas o início da “guerra indefinida” contra Israel. “Assim como estamos feridos, vocês também estarão,” disse Kassem durante o funeral do comandante do grupo, Ibrahim Akil, morto em um ataque aéreo israelense na sexta-feira em Beirute.

A série de bombardeios do Hezbollah levou ao acionamento de sirenes de alerta aéreo em várias cidades do norte de Israel, obrigando moradores a buscar abrigo. Em Kiryat Bialik, próximo a Haifa, um foguete atingiu uma área residencial, ferindo ao menos três pessoas e provocando incêndios em carros e edifícios. O serviço de resgate Magen David Adom confirmou quatro feridos.

Israel respondeu à ofensiva do Hezbollah com cerca de 400 ataques a alvos militantes no sul do Líbano nas últimas 24 horas, segundo o porta-voz militar israelense, tenente-coronel Nadav Shoshani. “Hoje vimos fogo que atingiu mais profundamente Israel do que antes,” afirmou. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, prometeu agir para restaurar a segurança no norte.

O governo dos Estados Unidos expressou preocupação com a escalada do conflito. O porta-voz de segurança nacional, John Kirby, afirmou que os EUA estão empenhados em buscar uma resolução pacífica por meio de “diplomacia extensa e assertiva.”



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