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Julho ainda não terminou, mas cientistas de duas autoridades climáticas já deram o veredito: estamos vivendo o mês mais quente já registrado no planeta. Os dados remontam a 1940, mas pesquisadores dizem que é quase certo que as temperaturas deste mês são as mais quentes que o planeta já viu em 120 mil anos.
O calor em julho já foi tão extremo que é “praticamente certo” que o mês baterá recordes “por uma margem significativa”, segundo relatório do Serviço Copernicus de Mudanças Climáticas da União Europeia e a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
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Vivemos o período de três semanas mais quente já registrado, reforça a CNN, e a Bloomberg informa que 6 de julho foi o dia com a temperatura média global mais alta de todos os tempos.
Normalmente esses recordes são quebrados por centésimos de grau. Mas, como mostra o relatório, nos primeiros 23 dias de julho a temperatura média foi de 16,95ºC, uma diferença significativamente acima do recorde anterior, de 16,63ºC, em julho de 2019.
As temperaturas ficaram 1,5ºC mais altas do que nos tempos pré-industriais por 16 dias neste mês. A marca de 1,5ºC é o limite de aquecimento estabelecido pelo Acordo de Paris para evitar que as mudanças climáticas se tornem ainda mais catastróficas. Essa superação do limite nunca aconteceu em julho.
Após um junho tórrido, o novo recorde coloca 2023 no caminho para ser o ano mais quente de todos os tempos. As ondas de calor vêm castigando América do Norte, Ásia e Europa no verão do Hemisfério Norte. O Vale da Morte, na Califórnia (EUA), já se aproxima da máxima global de 56,7ºC registrada há 110 anos.
Além de ameaçar a saúde de milhões, o calor extremo desencadeia milhares de incêndios florestais, da Grécia ao Canadá, passando pelo norte da África.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o aquecimento global acabou e “chegou a era da ebulição global”.
“É assustador. E é só o começo. Ainda é possível limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC e evitar o pior das mudanças climáticas. Mas apenas com ação climática dramática e imediata”.
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