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Música

Labaredas emocionais da capixaba Luiza Pastore em novo álbum

Em “Labareda”, Luiza Pastore aposta em um som mais visceral e confessional, unindo dark pop e referências da MPB

Labaredas emocionais da capixaba Luiza Pastore em novo álbum
- Luiza Pastore: “É preciso lembrar pra poder esquecer”
Foto de perfil de Flávio Carvalho

Flávio Carvalho

Formado em Jornalismo pela Faesa, atua na Rede Tribuna desde 2012, onde começou como estagiário. Já integrou a equipe de produção de pautas para a editoria de Cidades, e há mais de 8 anos cobre cultura e celebridades no jornal. Na área de assessoria de comunicação, estagiou em instituições públicas e privadas. Também atendeu artistas capixabas e festas.

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É no excesso que a cantora e compositora Luiza Pastore se encontra em “Labareda”, seu 2º álbum. Se no EP “Caprichos e Fases Lunares” (2024) ela experimentava personagens, atmosferas e formas de se expressar, no novo projeto ela surge num lugar mais intenso e confessional.

“Sinto que encontrei uma linguagem mais direta emocionalmente, tudo é mais vulnerável e visceral. A experimentação continua existindo, mas agora ela vem com mais intenção e identidade”, garante a artista ao AT2.

Lançado pelo selo Ultra Music, de Belo Horizonte (MG), o trabalho parte do dark pop, com arranjos que acompanham a tensão das composições, mas passa também por referências da MPB.

“As músicas falam muito sobre desejo, obsessão, ego, carência, paixão e autodestruição. Ao mesmo tempo, eu não queria abandonar a brasilidade e a sensibilidade da MPB”, confessa.

O nome do álbum parte da ideia de uma chama emocional que continua existindo mesmo depois da destruição, da mudança ou da passagem do tempo, concepção presente na faixa-título.

“Tem um verso que resume bastante o conceito do disco: ‘às vezes gosto de pensar que é preciso lembrar pra poder esquecer’. Existe essa tentativa de atravessar sentimentos ao invés de fugir deles”.

Escolhida como single, “Santa Vaidade” amplia essa narrativa ao abordar imagem, desejo e culpa sob uma perspectiva teatral. “Ela apresenta muito bem os conflitos centrais de ‘Labareda’”, diz a cantora.

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