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Hilário Frasson é suspeito de mentir sobre furto de R$ 5.800 na Chefatura da Polícia Civil

Hilário Frasson foi preso no dia 21 de setembro. Foto: Thiago Coutinho/AT O investigador da Polícia Civil afastado Hilário Antônio Fiorot Frasson, ...

Hilário Frasson é suspeito de mentir sobre furto de R$ 5.800 na Chefatura da Polícia Civil
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Hilário Frasson Hilário Frasson foi preso no dia 21 de setembro. Foto: Thiago Coutinho/AT

O investigador da Polícia Civil afastado Hilário Antônio Fiorot Frasson, 44, acusado de ser o mandante da morte da mulher, a médica Milena Gottardi, 38, é suspeito de mentir sobre o furto de uma quantia de R$ 5.800, que teria ocorrido em maio deste ano, em uma sala da Chefatura de Polícia Civil, em Vitória.

A reportagem teve acesso a um documento encaminhado pela Polícia Civil para o Juizado Especial Criminal de Vitória em forma de Termo Circunstanciado – que significa delito de menor potencial ofensivo -, com pena que pode chegar a dois anos de prisão. O delegado Alessandro Girardi, chefe da Divisão de Crimes Funcionais, aponta para a prática do delito de falsa comunicação de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal. Esse documento é do dia 26 de novembro.

“Suas declarações provocaram a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabia não se ter verificado”, escreve o delegado no documento.

À ocasião, no dia 16 de maio deste ano, Hilário alegou o furto da quantia, que teria vindo para ele a partir de um empréstimo concedido por um amigo. Esse dinheiro, segundo denúncia feita por Hilário, estaria numa gaveta. No entanto, investigações da polícia apontaram para inconsistências.

Em depoimento, Hilário contou que saiu da sala por volta de 12h45 e que uma estagiária estava lá, além de outros três colegas. Entretanto, uma outra policial, investigada pelo delito apontado pelo investigador afastado, contou que a estagiária teria chegado ao local no mesmo horário de sempre, entre 13h30 e 14 horas.

Outro ponto que chamou a atenção foi a alegação de que o carro de Hilário teria sido quitado por Milena, algo que ela, quando foi ouvida pela polícia, não mencionou que tenha feito. A médica, segundo depoimento de uma testemunha, teria sofrido ameaças e pressões de Hilário para atestar a honestidade dele, como o fez em depoimento na Corregedoria.

A investigação da Polícia Civil ainda apresentou que o pagamento da baixa da alienação do veículos foi feito um dia antes da data em que o policial alegou ter sido furtado. Já a baixa veio acontecer no dia do suposto crime.

“A financeira respondeu ofício informando que o veículo de Hilário foi quitado em dinheiro, o que indica que Hilário fez uso do dinheiro que possuía para fazer a quitação, pois alega que foi furtado no dia 16 de maio, mesmo dia do pedido da baixa da alienação”, afirmou o delegado.

Versão sem prosperar, diz delegado

No mesmo documento que foi encaminhado para o Juizado Especial Criminal de Vitória, o delegado Alessandro Girardi, chefe da Divisão de Crimes Funcionais, explicou que a versão do furto feita por Hilário Antônio Fiorot Frasson, 44, não poderia prosperar.

“A versão dele (Hilário) de que Milena havia emprestado o dinheiro para quitar o financiamento (do carro) não pode prosperar, pois teria pedido para Milena o dinheiro após o dia 16 (de maio) e portanto a quitação do carro seria posterior a esta data, deixando indícios de que Hilário inventou o furto mesmo após já ter quitado o financiamento”, diz o documento.

Além de Milena Gottardi, que morreu um dia após o atentado a tiros do último dia 14 de setembro, não ter citado que tinha quitado o veículo do investigador, uma testemunha reforçou que a mulher de Hilário (ela ainda estava casada com o policial, mas em processo de separação) não fez nenhum tipo de pagamento.

Seis são réus no caso Milena Gottardi. Serão julgados como mandantes do assassinato Hilário e o pai dele, Esperidião Frasson, 71. Também são réus Valcir da Silva Dias, 49, e Hermenegildo Palauro Filho, 52, apontados como intermediários para a execução realizada por Dionathas Alves Vieira, 24, assassino confesso da médica. Além deles, Bruno Broetto Rodrigues, 19, é acusado de conseguir a moto para Dionathas matar a médica Milena Gottardi.

 

Reportagem de Rafael Moura

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