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Berçário no Janga: 165 tartarugas-de-pente nascem na Praia da Enseadinha

Monitoramento em Paulista registra recorde de nascimento após 53 dias de incubação. Município já contabiliza 36 ninhos nesta temporada

Berçário no Janga: 165 tartarugas-de-pente nascem na Praia da Enseadinha
- Enseadinha é um berçário natural de tartaruga-de-pente
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


A areia da Praia da Enseadinha, no Janga, ganhou vida no último domingo (15). Em um espetáculo monitorado de perto, 165 filhotes de tartaruga-de-pente venceram os quase 50 centímetros de profundidade que as separavam do mundo exterior.

Após romperem as cascas e cavarem juntas por três dias, elas finalmente emergiram da areia em um esforço coletivo para iniciar a primeira e mais perigosa corrida de suas vidas: o caminho em direção ao mar de Paulista. O recorde aconteceu após 53 dias de incubação silenciosa sob o solo.

O momento marca o auge da temporada reprodutiva 2025-2026. A cena, acompanhada pela Secretaria de Meio Ambiente do município, revela a Enseadinha como um verdadeiro berçário natural: dos 36 ninhos identificados em toda a orla da cidade, 28 estão concentrados naquele trecho. Os outros oito ficam em Maria Farinha.

Caminhada monitorada e preservação

No sábado, a movimentação já havia sido intensa com o nascimento de outros 115 filhotes. Na altura da Rua Belém de São Francisco, crianças e moradores formaram um corredor de proteção para a “Caminhada dos Filhotes”. O trajeto até a água foi acompanhado por técnicos que orientaram banhistas sobre os riscos de extinção da espécie.

De acordo com a bióloga Rayza Brasileiro, diretora do Núcleo de Sustentabilidade Urbana (NSU), a vigilância é diária assim que o ninho completa 45 dias. “Em praias urbanas, o desafio é maior. Temos iluminação artificial, circulação de pessoas e animais domésticos que podem desorientar ou destruir os ninhos”, explica a especialista.

Como ajudar a proteger

O trabalho segue protocolos do Centro TAMAR/ICMBio para garantir que o ciclo natural não seja interrompido. A prefeitura reforça que a população desempenha um papel crucial na segurança dos animais.

  • Ao avistar uma desova ou o nascimento de filhotes:
  • Mantenha distância e não toque nos animais;
  • Jamais use lanternas ou flashes de celular (a luz desorienta as tartarugas);
  • Evite caminhar ou levar animais domésticos para as áreas delimitadas.

Caso presencie alguma ocorrência, o contato com o NSU pode ser feito pelo WhatsApp (81) 99836-9947 ou pelo número 153 da Guarda Civil Municipal.

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