Ainda sobre a convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, eu não poderia deixar passar esse assunto em branco aqui na coluna. Fazia tempo — para ser sincero, nem lembro da última vez — que não via uma comoção tão grande em torno de um nome como foi com o de Neymar. Foi quase um clamor popular.
Sobre o retorno do atacante do Santos à amarelinha, acredito que foi uma decisão correta do treinador italiano. Neymar, mesmo não vivendo o melhor momento da carreira, é o que podemos classificar como o último craque que temos em atividade atualmente no Brasil. A história dele no futebol, apesar das polêmicas, aliada à ausência de outros nomes capazes de assumir a responsabilidade e liderar um grupo, tornou essa convocação essencial.
Certamente haverá quem discorde, alegando que ele não fez a diferença no limitado time do Santos. Há até quem acredite que ele não deveria ir ao Mundial por questões políticas e ideológicas (parece bizarro, mas infelizmente existe isso também).
Porém, eu vejo de forma diferente: Neymar pode até não ser o mesmo de antes, mas qualquer treinador do mundo gostaria de olhar ao menos para o banco de reservas e saber que tem um cara capaz de definir e desequilibrar uma partida. E o camisa 10 do Peixe é um deles.
Mas acho justo também frisar um ponto: se tivéssemos uma safra de verdadeiros craques, talvez Neymar não fosse convocado. Como o cenário atual nos mostra uma seleção de “bons jogadores” , ele acabou carimbando a sua vaga.
Espero ser surpreendido e ver o Brasil trazer o hexa. Mas, se não trouxerem o título, que ao menos façam uma campanha digna de uma seleção pentacampeã.