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RAMAL CAMARAGIBE

Espera de 30 min no Metrô de Recife começou; reforma de R$ 59 mi quer fim de panes

Ramal Camaragibe opera em trilho único por seis meses para troca total de dormentes; investimento busca reduzir quebras e tempo de viagem

Espera de 30 min no Metrô de Recife começou; reforma de R$ 59 mi quer fim de panes
- O cronograma oficial de interdição parcial possui previsão de duração de seis meses
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

O tempo de espera pelo trem aumentou para até 30 minutos no ramal Camaragibe da Linha Centro do Metrô do Recife. O novo intervalo começou a operar nesta segunda-feira (8), acompanhado pelo início das obras de reforma nos trilhos do sistema. A mudança atinge diretamente 50 mil passageiros que utilizam o transporte diariamente.

A alteração no fluxo ocorre nas estações Camaragibe, Cosme Damião e Rodoviária. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o intervalo entre as viagens, que era de 25 minutos, passou a circular entre 28 e 30 minutos em horários de pico. No período da noite, a partir das 20h30, o tempo de espera na plataforma sobe para 45 minutos. O cronograma oficial de interdição parcial possui previsão de duração de seis meses.

O funcionamento em via singela

Para a execução dos serviços de engenharia, os trens circulam em via singela. Na prática, o ramal funciona com trilho único para os dois sentidos da viagem. 

Os maquinários pesados e os materiais que serão utilizados na substituição das estruturas ocupam a primeira das duas vias do ramal, que está totalmente interditada para o tráfego dos passageiros. Homens trabalham nos trilhos na Linha 2, enquanto a Linha 1 recebe o fluxo concentrado de viagens de ida e volta.

Troca de dormentes e o benefício planejado

A intervenção possui custo total de R$ 59,8 milhões. A verba é destinada para a substituição de todos os dormentes do trecho afetado. Os dormentes são as peças transversais feitas de concreto e ferro que ficam posicionadas abaixo dos trilhos de aço. A função dessas estruturas é manter a distância correta entre as barras de metal e absorver o peso dos trens em movimento, garantindo a estabilidade dos vagões nas curvas e retas.

Segundo Salvino Gomes, responsável pela comunicação do Metrô Recife, a troca completa das peças substitui a política de reparos pontuais feita nos últimos anos. O objetivo do investimento é estabilizar a estrutura para eliminar as panes elétricas e mecânicas recorrentes na Linha Centro. Após a conclusão dos seis meses de obras na Linha 2, o esquema de via singela será invertido para a execução dos trabalhos na Linha 1. A promessa operacional é reduzir o intervalo de tempo entre as viagens e aumentar a oferta de lugares com mais trens na linha após a entrega definitiva.

Rotina alterada nas estações

O primeiro dia de operação modificada gerou acúmulo de passageiros nas plataformas de embarque e desembarque. Usuários relatam a necessidade de refazer o planejamento do horário de saída de casa para evitar atrasos no ambiente de trabalho.

A situação do transporte público na região é agravada pelo fechamento temporário do Terminal de Integração de Camaragibe para reformas estruturais na rede de ônibus. Passageiros que dependem da combinação entre as linhas de coletivos e o sistema de trens enfrentam acréscimo de até uma hora no tempo total de deslocamento habitual na Região Metropolitana do Recife.

Abaixo, veja a matéria completa de Rafaella Pimentel no JT1, apresentado por Artur Tigre.



Tags CBTU

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