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HERANÇA

Prefeitura de Nazaré da Mata decreta estado de calamidade financeira

Decisão surge em meio a uma dívida de R$ 40 milhões e a constatação de que as despesas com pessoal atingem 80,36% da Receita Corrente Líquida

Prefeitura de Nazaré da Mata decreta estado de calamidade financeira
- A dívida acumulada com o RGPS diz respeito ao não repasse de contribuições previdenciárias obrigatórias, tanto a parte descontada dos servidores municipais quanto a contribuição patronal que cabe ao município
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

A Prefeitura de Nazaré da Mata, localizada na Zona da Mata Norte de Pernambuco, declarou estado de calamidade financeira após um diagnóstico de crise fiscal. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (13), por meio do Decreto nº 02/2025, publicado no Diário Oficial dos Municípios de Pernambuco.

Segundo informações da prefeitura, a decisão surge em meio a uma dívida de R$ 40 milhões com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS/INSS) e a constatação de que as despesas com pessoal atingem 80,36% da Receita Corrente Líquida (RCL), ultrapassando o limite de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Em comunicado enviado à imprensa, a prefeitura diz que um levantamento inicial, feito por uma auditoria interna, revelou “sérios problemas herdados da gestão anterior”. Além do débito com o INSS, a nova administração encontrou processos em andamento na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e outros débitos que ainda estão sendo apurados.

A prefeita Aninha da Ferbom (PSDB) classificou a situação como crítica, e determinou a adoção de uma série de medidas emergenciais para evitar o colapso da administração pública.

Dívidas com o INSS e problemas de gestão

A dívida acumulada com o RGPS diz respeito ao não repasse de contribuições previdenciárias obrigatórias, tanto a parte descontada dos servidores municipais quanto a contribuição patronal que cabe ao município.

Segundo a administração municipal, esses débitos comprometem a regularidade fiscal da cidade e podem resultar em dificuldades para acessar transferências voluntárias e financiamentos, além de prejudicar os direitos previdenciários dos servidores locais.

Em entrevista, a prefeita Aninha destacou que a situação financeira é mais grave do que se imaginava.

“Estamos enfrentando uma crise financeira severa, agravada pelas dívidas deixadas pela gestão anterior. Nosso compromisso é trabalhar com transparência e responsabilidade para recuperar o equilíbrio fiscal e assegurar os serviços essenciais para a população”, afirmou a gestora.

Medidas para enfrentar a crise

Para mitigar os impactos da crise, a gestão municipal já anunciou uma série de ações. Entre as medidas previstas no decreto estão a redução de gastos com pessoal, a renegociação de contratos, a reavaliação de imóveis alugados e a implementação de um planejamento financeiro mais rigoroso para o ano de 2025. A prefeita também afirmou que buscará apoio dos governos estadual e federal para ajudar a sanar a crise.

O Secretário de Governo, Alexandre Abdon, ressaltou os efeitos que a atual situação pode ter sobre a administração pública local:

“Esse débito compromete a regularidade fiscal da administração e pode acarretar restrições legais, como a dificuldade de acessar transferências voluntárias e financiamentos, além de prejudicar o direito dos trabalhadores locais aos benefícios previdenciários.”

Transparência e ações contínuas

A Prefeitura de Nazaré da Mata se comprometeu a realizar auditorias contínuas e divulgar relatórios periódicos à população, a fim de manter a transparência sobre o andamento das medidas emergenciais e da recuperação fiscal do município.

A administração afirmou que o estado de calamidade financeira permanecerá em vigor até que a situação fiscal seja totalmente regularizada, com o objetivo de restaurar a estabilidade administrativa e garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais à população.

A reportagem ainda não localizou representantes da gestão anterior. O espaço está aberto para esclarecimentos.

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Por Aline Moura
jornalistaalinemoura@gmail.com

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