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SAÚDE PÚBLICA

Denúncia grave: pacientes dividem espaço com ratos e baratas no HR

Maior centro de emergência do Norte e Nordeste, enfrenta uma situação alarmante, com sujeira e condições desumanas para os acompanhantes

Pacientes do HR continuam sofrendo nos corredores, enquanto acompanhantes vivem situações semelhantes a quem vive em situação de rua, precisando sentar no chão, dormir e até fazer refeições em local inapropriado
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O Hospital da Restauração (HR), maior centro de emergência do Norte e Nordeste, enfrenta uma situação alarmante. Pacientes e acompanhantes denunciam a presença de ratos e baratas nos corredores e próximos às macas, além de condições precárias de higiene e infraestrutura.

Imagens obtidas pela reportagem mostram um rato circulando entre as macas e o chão visivelmente sujo.

No primeiro dia que eu vim, tinha sangue no chão, muita sujeira. Paciente que não conseguia segurar o alimento, e o alimento caía no chão. O tempo todo que fiquei lá dentro, não vi ninguém passando para limpar”, relatou a acompanhante Jéssica Oliveira, gerente de postos de combustíveis. 



Do lado de fora do hospital, a situação também é crítica e se repete de governo em governo. Acompanhantes de pacientes dormem em papelões, expostos ao sol e à chuva, sem qualquer estrutura de apoio. Para dar apoio a entes queridos, enfrentam situação semelhante a moradores de rua, alimentando-se e domindo em local inapropriado.

Acompanhante do pai, que veio transferido do Hospital de Arcoverde, Vera Lúcia, está do lado de fora da unidade desde a madrugada desta sexta-feira.

Ela faz elogios à equipe médica, mas protesta pela falta comunicação do hospital sobre a situação dos pacientes com seus acompanhantes. A matéria de Marwyn Barbosa foi exibida no Jornal da Tribuna 2ª Edição, comandado por Eliane Nóbrega.  

“Pagamos impostos e não temos o mínimo aqui fora. Não precisa de cama, mas pelo menos cadeiras para o pessoal sentar e mais informações sobre os pacientes”, desabafou Vera Lúcia, que se sente humilhada por esperar o pai em um local do lado de fora que não tem sequer bancos.

Apesar das denúncias, o Hospital da Restauração afirmou, em nota, que não recebeu reclamações formais de pacientes ou acompanhantes.

Apesar da filmagem, o hospital destacou que todos os ambientes passam por limpeza e controle de pragas regularmente, realizados por uma empresa especializada.

Por meio de nota, o Governo de Pernambuco informou que investiu R$ 23 milhões em obras de reforma no HR. Até o momento, apenas o sétimo andar foi completamente reformado e está em funcionamento. As obras agora se concentram no sexto e oitavo andares. O hospital não detalhou medidas específicas para resolver o problema da presença de ratos e baratas. A nota divulgada contraria tudo que os pacientes falaram.

Veja a nota na íntegra

“O Hospital da Restauração disse que não recebeu reclamação formal de pacientes ou acompanhantes, mas reforçou que todos os ambientes da instituição passam por limpeza e controle de pragas regularmente por empresa especializada. O HR disse que alojamento para acompanhantes de pacientes da UTI e das aulas vermelha e laranja em sala de recuperação não oferece, nesses casos, esse alojamento, mas as informações sobre os pacientes são repassadas pelo serviço social ou pelo médico na visita à tarde”.

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