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POLÍCIA

Quatro presos, entre eles ex-PM e vigilante da UPE, por morte de “Diego Maradona”

Mãe do vigilante, suspeito por ser autor do crime, e sua irmão também foram presas

Quatro presos, entre eles ex-PM e vigilante da UPE, por morte de “Diego Maradona”
- De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime teria sido vingança

Última atualização


Quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (20) suspeitas de participação no assassinato de um homem conhecido como “Diego Maradona”, morto a tiros em novembro de 2024 no bairro do Porto da Madeira, Zona Norte do Recife. Entre os detidos estão um ex-policial militar da Paraíba, um vigilante da Universidade de Pernambuco , a mãe dele, de 65 anos, e a irmã. Os nomes não foram divulgados.

De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime teria sido vingança. As investigações apontam que Diego Maradona teria assassinado um integrante da família dos suspeitos, o que levou os parentes a planejar a execução. O vigilante é apontado como autor dos disparos.

O ex-policial militar paraibano, expulso da corporação por envolvimento em homicídios, também teria participado da emboscada. Ele foi preso no bairro dos Bultrins, em Olinda, com um mandado de prisão em aberto e em flagrante por posse ilegal de arma. Os demais suspeitos foram detidos em diferentes locais, incluindo a faculdade onde o vigilante trabalhava. A arma que ele usava no serviço também foi apreendida.

Papel de ex-policial ainda é investigado

Segundo o delegado Juliano de Medeiros, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as prisões fazem parte da Operação Vindita, nome que remete a “vingança”. “Três suspeitos pertencem à mesma família. O vigilante é apontado como o autor dos disparos contra Diego Maradona, que teria matado um membro dessa família. O ex-policial também teria atuado no crime, mas ainda apuramos sua participação exata”, explicou.

Diego Maradona, segundo a polícia, tinha antecedentes por tráfico de drogas e homicídios no bairro dos Coelhos, no Recife. Ele cumpria pena em liberdade condicional quando foi executado.

A operação cumpriu ao todo 11 mandados, sendo quatro de prisão e sete de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. A investigação foi conduzida pelos delegados Vicente Cavalcanti e Juliano Medeiros, com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel) e do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE).

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