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POLÍTICA

Parlamentares de Pernambuco reagem à decisão do STF contra Bolsonaro

Aliados de Lula defendem a medida; já apoiadores do ex-presidente falam em perseguição política

Parlamentares de Pernambuco reagem à decisão do STF contra Bolsonaro
- Da esquerda para a direita: Deputado federal Coronel Meira (PL), deputado estadual Alberto Feitosa (PL), senadora Teresa Leitão (PT) e senador Humberto Costa (PT)
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Parlamentares pernambucanos reagiram à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida – divulgada nesta segunda-feira (5) após atos políticos no Brasil protagonizados por bolsonaristas -, gerou críticas por parte de apoiadores do ex-presidente e defesa por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De um lado, bolsonaristas classificaram a decisão como “arbitrariedade” e “vingança política”; do outro, senadores da base do governo afirmaram que a medida é consequência do desrespeito sistemático ao Judiciário.

Críticas da oposição: “Moraes perdeu qualquer limite”

O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) foi um dos primeiros a se manifestar. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a decisão não tem base jurídica e representa uma perseguição ao ex-presidente:

“Moraes perdeu qualquer limite. Agora, ele manda prender Bolsonaro. Isso não é justiça — é vingança política disfarçada de legalidade. Enquanto criminosos são soltos, o homem que enfrentou o sistema é perseguido como inimigo. Moraes dobra a aposta… mas o povo também vai dobrar sua resistência. Não é só por Bolsonaro. É pelo Brasil!”

Já o deputado estadual Alberto Feitosa (PL) apontou que a medida ocorre em meio a denúncias contra o próprio Moraes. Para ele, o ministro tenta calar a oposição mesmo diante de manifestações em defesa de Bolsonaro:

“Mais um ato de arbitrariedade do ministro Alexandre de Moraes, que agora está sendo acusado de manipular informações para condenar pessoas do 8 de janeiro. Depois de milhões irem às ruas, parece que o ministro quer um enfrentamento com o Brasil. O propósito é calar a voz de um líder que, mesmo de casa, levou o povo às ruas. Eu quero fazer uma pergunta: o Supremo é uma instituição ou é só o ministro Alexandre de Moraes?”

Base do governo: “É consequência das próprias atitudes”

Do lado governista, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) se posicionou a favor da decisão. Ela afirmou que o STF agiu após Bolsonaro usar perfis de aliados, inclusive dos próprios filhos, para atacar o Supremo.

Para ela, a decisão foi tomada após Bolsonaro ter usado as redes sociais de aliados, incluindo seus filhos parlamentares, para divulgar mensagens de ataque à instituição. A senadora ressaltou que as condutas de Bolsonaro demonstram ‘a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu’.”

Recebi com muita confiança no processo judicial do qual ele é réu. Bolsonaro é acostumado a desrespeitar a justiça e a Constituição, desde os tempos de deputado quando fez apologia à tortura e naturalizou o estupro. Neste caso atual desafia constantemente as regras da justiça. Esse é mais um passo importante, rumo ao desfecho que ele merece”, disse a senadora ao Tribuna Online PE.

O senador Humberto Costa (PT-PE) também se posicionou. Destacou que a reação do Supremo é reflexo de um comportamento sistemático de desobediência por parte do ex-presidente:

“Eu entendo que essa decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal, na verdade, é consequência das reiteradas decisões do ex-presidente Bolsonaro e de seus auxiliares, apoiadores, de afrontarem as decisões do Supremo, de desobedecerem as medidas cautelares que foram feitas, e eu acredito, inclusive, que é um gesto intencional da parte do ex-presidente e de seus colaboradores, de modo que eu acho que é apenas a consequência de uma postura deliberada de tentativa de desmoralização do Poder Judiciário do nosso país.”

Um país dividido

A decisão do STF acontece num contexto de forte polarização política. Enquanto aliados de Bolsonaro falam em “perseguição política”, a base do governo afirma que a medida é consequência do descumprimento de decisões judiciais.

Nos bastidores do Planalto e do Congresso, a tensão entre os Poderes se acirra e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.

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A escolha do macacão

Anderson Ferreira, presidente estadual do PL, não havia se posicionado até o fechamento desta matéria. O PSB também não se pronunciou, nem no estado, nem nacionalmente. É a escolha do macacão, na qual políticos de cacife não querem mexer em vespeiros antes de saber se podem sobreviver aos ataques ou não. Na dúvida sobre ganhos ou perdas, o macacão gera movimentos mais lentos, porém mais seguros. Na política e na apicultura, o macacão é sempre muito usado.

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