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Humberto diz que 2026 será a “eleição das nossas vidas” ao deixar comando do PT

alerta foi feito neste domingo (3), durante evento que marcou sua despedida do comando da legenda, com a presença do presidente Lula

Humberto diz que 2026 será a “eleição das nossas vidas” ao deixar comando do PT
- Segundo Humberto Costa (único de camisa azul) disputa eleitoral será “batalha entre civilização e barbárie”
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

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Ao deixar a presidência nacional do PT, o senador pernambucano Humberto Costa afirmou que as eleições de 2026 serão “a mais importante da nossa história”, em um cenário que ele classificou como uma batalha direta entre “civilização e barbárie”. O alerta foi feito neste domingo (3), durante evento que marcou sua despedida do comando da legenda, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras lideranças petistas.

Humberto ocupou a presidência do PT de forma interina após a deputada federal Gleisi Hoffmann assumir o Ministério das Relações Institucionais. Em seu discurso, ele fez um balanço do período em que esteve à frente do partido e celebrou o engajamento da militância no Processo de Eleições Diretas (PED). “O PT é o único partido do Brasil que escolhe diretamente seus dirigentes. Realizamos o maior PED da história e mostramos, mais uma vez, a força da nossa base militante”, afirmou.

O senador reforçou que o principal desafio do partido, a partir de agora, é fortalecer sua estrutura para enfrentar a próxima eleição presidencial. “A extrema direita continua viva e disposta a tudo para destruir os valores democráticos. O negacionismo ainda circula com força. A mentira e o ódio tentam se impor sobre a verdade e a solidariedade. Temos pela frente uma eleição presidencial decisiva: a eleição das nossas vidas. Será uma batalha entre civilização e barbárie”, declarou.

Na fala, Humberto também defendeu a continuidade do projeto político liderado por Lula, o fortalecimento da atuação do partido nas bases populares e agradeceu à militância. “Saio com o sentimento de dever cumprido. Deixo um PT forte, unido e preparado para os desafios que virão”, disse.

Quem assume o comando do partido é o ex-ministro Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP), nome apontado como articulador de confiança do presidente Lula. Humberto manifestou apoio à nova direção e disse confiar na condução de Edinho neste novo ciclo.

Durante o evento, Lula elogiou o papel do senador na transição partidária. “Delicadeza e responsabilidade” foram as palavras usadas pelo presidente para se referir à atuação de Humberto. Lula também reforçou a necessidade de ampliar a bancada petista no Congresso. “Nós precisamos fazer uma eleição em 26 e fazer uma maioria de senadores. Nós temos que prestar atenção nisso”, disse.

Declaração de Humberto não é retórica



A troca de comando no PT ocorre num momento de forte pressão sobre o governo Lula, que enfrenta uma série de desafios simultâneos. Entre eles, o chamado “tarifaço” anunciado por Donald Trump — com a promessa de impor até 50% de taxas sobre produtos brasileiros caso volte à presidência dos EUA —, somado ao aumento de combustíveis e energia e à resistência interna a medidas econômicas, pressiona a popularidade do governo e exige maior habilidade política do partido para defender suas decisões na base social.

Ao mesmo tempo, a extrema direita segue mobilizada, com forte presença nas redes, influência sobre parte do eleitorado evangélico e atuação orgânica nas pautas de costumes, mesmo após a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro.

No Congresso, a dificuldade é ainda mais sensível. Mesmo com uma base formalmente ampla, muitos aliados atuam de forma autônoma — e, por vezes, contrária às pautas prioritárias do governo. A oposição sistemática a projetos como o novo arcabouço fiscal e a resistência à regulamentação das big techs evidenciam o descompasso entre o Executivo e o Legislativo.

Nesse contexto, a declaração de Humberto Costa sobre a eleição de 2026 ser a “mais importante da nossa história” não é apenas retórica: traduz uma percepção real de que o bolsonarismo continua vivo e de que o projeto petista precisará de mais do que vitórias eleitorais — precisará reconstruir consensos políticos em meio a um país ainda polarizado.

Teresa Leitão está em nova diretoria do PT nacional



A senadora pernambucana Teresa Leitão foi reconduzida ao Diretório Nacional do PT durante o 17º Encontro Nacional do partido. Teresa também segue como coordenadora da Comissão de Assuntos Educacionais da sigla.

Ao assumir a nova gestão, destacou a importância de fortalecer os laços com a base militante e promover um diálogo ativo com a sociedade. Para ela, a articulação interna será essencial para reeleger Lula em 2026 e ampliar a bancada no Congresso. 

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