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SUCESSÃO

PT mantém Sudene sob comando de Pernambuco. Francisco Alexandre é o indicado

Executivo foi indicado pela corrente CNB-PE e teve nome aprovado por Teresa Leitão e Carlos Veras; Ele substitui Danilo Cabral, que caiu após pressão

Francisco Alexandre é o segundo suplente da senadora Teresa Leitão (PT-PE)
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O executivo Francisco Alexandre (PT) vai assumir a Superintendência da Sudene, em substituição a Danilo Cabral, que deixou o cargo após intensa pressão política de aliados do PT no Ceará e da empresa responsável pela Ferrovia Transnordestina.

A escolha de Alexandre foi articulada internamente pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB-PE), cuja principal liderança é o senador Humberto Costa. Mas teve o aval da própria Teresa Leitão (PT) e do deputado federal Carlos Veras (PT-PE, outros nomes expressivos desta tendência petista.

Alexandre era segundo suplente de Teresa Leitão no Senado e tem perfil técnico, com passagens por cargos de alto escalão no setor privado. Entre as funções que já ocupou, estão: vice-presidente do Conselho de Administração da Perdigão S.A. (atual BRF S.A.), diretor-superintendente da BRF Previdência e membro do Comitê Financeiro e de Investimentos da Invepar S.A.

A nomeação é vista como uma vitória do PT de Pernambuco, que conseguiu manter o comando da autarquia federal após a saída de Danilo, mesmo em meio a uma disputa acirrada com alas do partido em outros estados.

Fritura no Ceará causou queda de Danilo

De acordo com informações de bastidores, a situação de Danilo Cabral se tornou insustentável após pressões articuladas por lideranças do PT no Ceará, incluindo o governador Elmano de Freitas (PT), e pela empresa responsável pela Transnordestina, que passaram a acusá-lo de atuar apenas em defesa dos interesses de Pernambuco.

Segundo fontes ouvidas pela Tribuna Online PE, essa narrativa foi levada até o presidente Lula no mês passado, durante uma visita ao Ceará, com o argumento de que os repasses para o estado estariam sendo travados por Danilo — o que, segundo lideranças de Pernambuco, não corresponde à realidade.

“Criaram uma crise política sem base nos fatos. Disseram que Danilo só defendia Pernambuco, mas ele estava seguindo critérios técnicos. A empresa pressionou, o governo do Ceará pressionou, e isso se transformou numa fritura política”, afirmou uma fonte ligada à CNB-PE.

Tentativa de manter Danilo fracassou

Apesar das investidas para mantê-lo, o clima político se deteriorou a ponto de inviabilizar sua permanência. “Pernambuco tentou segurar Danilo até o fim, mas a pressão externa foi maior. Foi uma movimentação articulada e muito pesada”, disse uma fonte com trânsito em Brasília.

Ainda assim, a permanência da Sudene sob controle de Pernambuco é vista como um ganho político relevante para o grupo ligado à CNB, que mantém protagonismo regional e influência junto ao governo federal. A Sudene está à frente da Transnordestina, um legado importantíssimo para o Governo Lula.

Nome técnico com trânsito político

A escolha de Francisco Alexandre foi construída dentro da CNB-PE por sua capacidade de articulação e pelo perfil técnico. Embora não tenha trajetória eleitoral, é considerado um nome discreto, natural da cidade de Bom Conselho, habilidoso e com trânsito entre alas distintas do PT.

“Ele tem formação sólida, experiência em gestão e é de extrema confiança das principais lideranças do partido no estado”, explicou uma fonte próxima à construção da indicação.

A nomeação também fortalece o grupo político de Humberto Costa, Teresa Leitão e Carlos Veras, que se uniram na escolha de um nome considerado de continuidade e estabilidade institucional.

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