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SOFRIMENTO

Mãe de Arthur se defende após críticas na internet: “Não vou mais me explicar”

Em sua defesa, a mãe de Arthur rebateu as críticas e disse que está sendo injustamente atacada

No perfil do instagram, que mudou de nome, passou a ser sombra00Giovana também publicou vídeos em que mostrava os presentes que dava ao filho e os gastos que tinha com ele
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Após a repercussão da morte do pequeno Arthur Ramos do Nascimento, de 2 anos e 11 meses, a mãe do menino, Giovana Ramos, fez um desabafo nas redes sociais. Mesmo após a polícia descartar qualquer envolvimento dela no crime, Giovana tem sido alvo de críticas por um vídeo em que aparece usando um filtro de gata e reclamando do choro do filho.

Na gravação, que viralizou na internet, ela chega a dizer: “Sai de perto de mim, cara. Eu sinto nojo desse choro forçado.” Com a repercussão, Giovana se pronunciou, afirmando que sempre cuidou do filho e que sua intenção nunca foi maltratá-lo.

“NÃO PRECISO PROVAR PARA NINGUÉM”

Em sua defesa, a mãe de Arthur rebateu as críticas e disse que está sendo injustamente atacada.

“Judas morreu, mas deixou várias cópias. É fácil falar. Quando Arthur jogava as coisas, fazia birra, eu tentava manter a paciência. Agora querem se virar contra mim? Tudo bem. Quem me conhece sabe, não preciso provar nada para ninguém.”

Giovana também publicou vídeos em que mostrava os presentes que dava ao filho e os gastos que tinha com ele. Além disso, carrega no pescoço uma tatuagem com o nome de Arthur, o que, segundo ela, é uma prova do seu amor pela criança.

“Eu sempre cuidei do meu filho, nunca deixei faltar nada. Agora estão me julgando como se eu tivesse culpa. Mas quem me conhece sabe.”

Giovana também mostrou prints de conversas que tinha com a mulher que ajudava a cuidar de Arthur, enquanto ela trabalhava, em João Pessoa, na Paraíba. Ela responde a uma foto do filho que havia sido lhe enviada por WhatsApp. “Coisa linda de mãe”.

O RISCO DOS JULGAMENTOS PRECIPITADOS

A dor da perda e a exposição nas redes sociais transformaram Giovana em alvo de ataques, levantando um debate sobre o impacto do julgamento público antes da compreensão total dos fatos. Em meio ao luto, ela tem enfrentado acusações que, segundo a polícia, não têm fundamento.

“Sempre fumei minha maconha, mas nunca do lado do Arthur. E palmada é diferente de espancar. Era meu filho, eu sei o que passei e o que estou passando. Vão tomar tudo no c, porque ninguém sabe de nada.”*

Ela também ressaltou que não sabia que o filho estava sendo vítima de maus-tratos e que trabalhava para sustentá-lo.

“Eu tava trabalhando, p***! Errei em confiar nessas almas sebosas. Não sabia o que estava acontecendo. Tenho provas de que estava atrás do sustento do meu filho. A culpa é deles, não minha. Pelo amor de Deus.”*

Ao encerrar o desabafo, Giovana disse que não pretende mais se justificar e anunciou que sua página será dedicada à memória do filho.

“Não vou mais ficar me explicando. Esse perfil vai ser memorial do Arthur. Não vou responder mais ninguém.”

O CRIME

Arthur foi morto no último domingo (16), em Tabira, no Sertão de Pernambuco. O casal suspeito do crime, Giselda da Silva Andrade e Antonio Lopes Severo, conhecido como Frajola, foi preso na terça-feira (18), na zona rural de Carnaíba.

Ao chegar na delegacia de Tabira, Frajola foi retirado da viatura por uma multidão revoltada e espancado até a morte. Giselda conseguiu ser levada pela polícia e não foi agredida pela multidão.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.


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