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SECRETARIA DA MULHER

Além do “monstro”: a complexidade do caso Ingrid Vitória e a promessa de justiça

Diretora de Enfrentamento à Violência de Gênero da Secretaria da Mulher de Pernambuco fala que o caso não se encerra com a morte do sequestrador

Além do “monstro”: a complexidade do caso Ingrid Vitória e a promessa de justiça
- De acordo com Walkiria, a Secretaria da Mulher estadual acompanha a família de Ingrid desde o início das buscas e segue prestando assistência
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


A morte do sequestrador Jocelmo Caldas da Silva não encerra o caso Ingrid Vitória, adolescente de 13 anos sequestrada e morta em Santa Maria da Boa Vista, no Sertão do São Francisco, em Pernambuco.

“Talvez as coisas não se acabem com ‘ele matou, ele morreu’. Se houve mais alguma coisa, será investigado”, afirmou Walkiria Alves, psicóloga e diretora de Enfrentamento à Violência de Gênero da Secretaria da Mulher de Pernambuco.

Para ela, é preciso fazer toda a radiografia do crime, esmiuçar todas as possibilidades. “Vamos dar resposta para a família da vítima e uma resposta para a sociedade”.

De acordo com Walkiria, a Secretaria da Mulher estadual acompanha a família de Ingrid desde o início das buscas e segue prestando assistência, agora buscando apoio da estrutura de Floresta, cidade para onde a mãe da adolescente, Adriana Gomes, mudou-se recentemente.

Além do suporte psicológico e social que está sendo articulado junto à Prefeitura de Floresta, a pasta estadual pode disponibilizar auxílio jurídico à mãe, se for necessário.

A secretaria atua, neste momento, ao lado da Secretaria de Defesa Social (SDS) na investigação do crime, que ocorreu em Santa Maria da Boa Vista, no Sertão do São Francisco, onde ainda mora grande parte dos parentes de Ingrid.

“Nossa posição está em consonância com a SDS, na compreensão do crime e na resposta social, tanto para a família como para a sociedade”, destacou Walkiria.

Segundo a diretora de enfrentamento à violência de gênero, já estão programadas diversas ações de combate à violência contra a mulher na cidade em Santa Maria, incluindo a formação da rede de enfrentamento.

A MONSTRIFICAÇÃO

Indagada sobre a gravidade do crime cometido contra Ingrid, a psicóloga também ressaltou que é necessário evitar a “monstrificação” de Jocelmo Caldas da Silva, 36 anos, O sequestrador pedófilo tinha mais que o dobro da idade da pequena menina. 


Para Walkiria, o sofrimento emocional e o desejo de justiça movem a família de Ingrid.

“Ela tem o apoio dos seus familiares, não é uma pessoa em extrema vulnerabilidade social. A questão é o sofrimento emocional e o desejo de justiça. A filha foi arrancada dela. O sentimento é de que se faça justiça. Essa é a nossa luta também.”

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