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PRÉDIOS-CAIXÃO

Edifício caixão é interditado no Janga; outro já havia sido evacuado na sexta

O Edifício Primavera foi evacuado às pressas nesta segunda (12). Ele fica na Rua Catende, no Janga, onde outro prédio já havia sido interditado

Edifício caixão é interditado no Janga; outro já havia sido evacuado na sexta
- Edifício Carajás tem mais de 40 anos de construção
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

O Edifício Primavera, localizado na Rua Catende, no bairro do Janga, em Paulista, foi interditado pela Defesa Civil do município nesta segunda-feira (12).

O prédio fica na mesma rua do Edifício Carajás, que havia sido interditado na sexta-feira passada (9) pela Defesa Civil.

Ambos são construções do tipo caixão, têm mais de 40 anos de construção e apresentavam histórico de comprometimento estrutura

A interdição do Primavera foi determinada por volta das 17h, e os moradores tiveram que sair às pressas, podendo levar apenas documentos e itens essenciais. .

Segundo informações da prefeitura municipal, três apartamentos estavam ocupados no momento da vistoria. Os residentes foram orientados a não permanecer no local e a organizar a retirada dos móveis em outra ocasião, de forma segura e sem tumulto.

A moradora Maria das Graças, do apartamento 202, relatou, em entrevista à Nadya Alencar, da TV Tribuna PE/Band:

“Estávamos tranquilos e de repente veio a Defesa Civil, disse para tirarmos apenas as coisas mais importantes, como documentos, e nos aconselhou a não dormir no imóvel”.

Marcelo Oliveira, do apartamento 102, disse que, de acordo com os técnicos, entre hoje e amanhã o prédio poderia desabar.

Segundo nota oficial da Prefeitura di Paulista, a vistoria da Defesa Civil detectou “diversas patologias, como afundamento no piso externo, infiltrações, cerâmicas se desprendendo e comprometimento estrutural da caixa d’água”.

Ainda de acordo com o órgão, o imóvel havia sido classificado no ano passado com risco estrutural nível 2, mas agora foi reclassificado para risco 3 (crítico), principalmente devido à falta de manutenção ao longo de mais de 40 anos.

O prédio também constava em relatório do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), de 2008, que já apontava alto risco.

FALTA DE VISTORIA E REPARO NAS UNIDADES PROVOCOU DANOS ÀS ESTRUTURAS

Na sexta-feira passada (9), o Edifício Carajás, também na Rua Catende, já havia sido interditado pela Defesa Civil. 

Segundo o órgão, os responsáveis pelo imóvel haviam recebido um prazo de seis meses, em 2024, para realizar reparos estruturais, o que não ocorreu. A omissão dos proprietários poderia ter causado perda de vidas.

A vistoria mais recente confirmou o agravamento das falhas e levou à interdição. Cíntia Silva, coordenadora da Defesa Civil, reforçou que a situação da caixa d’água era crítica.

“A caixa d’água estava com muita infiltração e umidade, o piso da parede externa ficou todo descolando. Isso agravou muito. O imóvel está há mais de 40 anos sem manutenção e as famílias precisavam sair. O prédio caixão não dá um aviso como os outros”.

A Prefeitura do Paulista destacou que a responsabilidade pela manutenção é dos proprietários, por se tratar de imóveis privados.

“Alerta-se para a importância das vistorias periódicas a fim de evitar riscos à vida e preservar a integridade das edificações”.

“O piso estava estufando como se fosse um terremoto”, disse o morador Francisco Silva, emocionado. Ele está, temporariamente, em outro apartamento na mesma rua.

“Um parecer técnico será emitido ainda nesta semana, e poderá ser utilizado pelos proprietários para acionar a seguradora ou a instituição financeira responsável pelo financiamento do imóvel”, informou a prefeitura.

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