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Líder do PSB, Pedro Campos justifica voto na PEC da Blindagem e recorre ao STF

Deputado alegou irregularidades na votação e pediu ao STF a anulação do resultado da Câmara

Líder do PSB, Pedro Campos justifica voto na PEC da Blindagem e recorre ao STF
- Deputado explica que votou na PEC da Blindagem, em acordo, para barrar o projeto da anistia para os envolvidos na trama golpista
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Líder do PSB na Câmara dos Deputados, Pedro Campos (PSB-PE) divulgou nesta quinta-feira (18), nas redes sociais, um vídeo no qual explica porque decidiu votar “sim” à PEC da Blindagem — ação que gerou reações contrárias de parte de seus eleitores. Ele também informou que entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a anulação da votação realizada na Câmara dos Deputados, alegando irregularidades no processo.

Argumentos do deputado

Pedro Campos afirmou que votou a favor da PEC com o objetivo de enterrar um outro projeto mais impactante defendido pela extrema direita, o da anistia generalizada que beneficiaria os envolvidos na trama golpista.

A estratégia também era buscar consensos para aprovar pautas de impacto social, caso da tarifa social de energia e mudanças no imposto de renda. Ele explicou que sua escolha surgiu diante de duas alternativas: rejeitar totalmente o debate ou participar dele, para tentar moderar os pontos mais polêmicos do texto.

Segundo o deputado, após a aprovação da PEC da Blindagem, ele votou contra o voto secreto e contra a ampliação do foro privilegiado para presidentes de partidos. De acordo com Pèdro Campos, os termos mais controversos foram mantidos ou tornados possíveis por manobras durante a tramitação, como a retomada do voto secreto.

Reconhecendo que não foi uma vitória total, Pedro Campos admitiu que sua bancada saiu derrotada nos itens mais críticos da PEC, “inclusive na anistia”.

“A PEC acabou aprovada com pontos que não defendemos, inclusive após manobra que retomou o voto secreto”, disse, num dos trechos do vídeo. “Estou entrando com mandado de segurança no Supremo para anular a votação e a manobra feita para restabelecer o voto secreto”.

Questão legal e pedido de anulação

Como resposta ao que considerou “manobras” e falhas no processo legislativo, o parlamentar protocolou no STF um mandado de segurança para pedir que a votação seja anulada, sobretudo por conta da restauração do voto secreto.

Ele também declarou seu compromisso de manter diálogo com a população, reforçando que as críticas são legítimas — e que sua atuação sempre teve como base essa transparência, segundo ele: “é assim quando votei pela prisão de Chiquinho Brazão, pela continuidade do julgamento de Ramagem e de Bolsonaro, e será assim em todas as pautas relevantes no plenário da Câmara.”

Situação da PEC da Blindagem

A PEC foi aprovada em segundo turno na Câmara com 344 votos favoráveis e 133 contrários. No primeiro turno, havia sido aprovada por 354 a 134. Após aprovação na Câmara, o texto segue agora para o Senado.

Entre os pontos principais da proposta estão mudanças nos artigos 53 e 102 da Constituição: há previsão de exigir autorização da respectiva Casa para abertura de processos criminais contra parlamentares; o restabelecimento parcial do foro privilegiado; e a possibilidade de votação secreta em decisões relativas a investigações.

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