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SAÚDE AUDITIVA EM FOCO

Zumbido, dor e sensibilidade: Novembro Laranja expõe alerta em Pernambuco

Campanha reforça diagnóstico precoce e tratamento de sintomas que afetam milhões de brasileiros

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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

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O som constante de um apito, chiado ou zumbido que parece não ter fim. Para milhões de brasileiros, essa é uma realidade diária que interfere no sono, na concentração e até nas relações pessoais.

Durante o mês de novembro, o país se une na campanha Novembro Laranja, movimento de conscientização sobre o zumbido, a misofonia e a hiperacusia, sintomas auditivos que impactam significativamente a qualidade de vida e que merecem atenção médica especializada.

De acordo com Dr. Francisco de Biase, médico otorrinolaringologista do Hospital Santa Luzia, os sintomas costumam ser subestimados pelos pacientes, o que retarda o diagnóstico e agrava o quadro.



Misofonia e hiperacusia ganham espaço na campanha

Com o passar dos anos, o movimento ganhou força e, desde 2017, passou a incluir também a misofonia, que se caracteriza pela intolerância a sons repetitivos de baixa intensidade, como o barulho de mastigação ou o clique de uma caneta, e a hiperacusia, definida como a sensibilidade exagerada a sons comuns do dia a dia. Embora diferentes entre si, essas condições têm em comum o fato de afetarem o bem-estar físico e emocional, podendo levar à ansiedade, isolamento social e queda de desempenho no trabalho ou nos estudos.

Números que acendem o alerta global

De acordo com dados publicados em fevereiro de 2025 pela Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), mais de 5% da população mundial necessita de reabilitação para tratar a perda auditiva incapacitante. A projeção é de que, até 2050, mais de 700 milhões de pessoas, ou 1 em cada 10 habitantes, vivam com algum grau de perda auditiva grave.

No Brasil, segundo a Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde, cerca de 28 milhões de pessoas convivem com o zumbido — um sintoma que afeta diretamente a qualidade de vida e reforça a necessidade de campanhas contínuas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento especializado.

Tratamentos possíveis e prevenção

O tratamento pode envolver desde terapias sonoras e uso de próteses auditivas até acompanhamento multidisciplinar com fonoaudiólogos e psicólogos. Segundo Dr. Francisco, a orientação é sempre procurar avaliação profissional diante de qualquer alteração auditiva.

“A prevenção ainda é o melhor caminho. Evitar o uso excessivo de fones de ouvido em volume alto, cuidar da alimentação e realizar exames auditivos periódicos são atitudes simples que fazem diferença a longo prazo”, reforça o otorrino.

Combate ao estigma e acesso à informação

O Novembro Laranja reforça, ainda, a importância de combater o estigma de que “não há o que fazer” diante desses sintomas. A campanha incentiva o diálogo, o acesso à informação e a busca por atendimento especializado, mostrando que há, sim, caminhos para o alívio e a melhora da qualidade de vida.

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