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Após 40 dias de angústia, Edson Antônio, o “Tripa”, confessa assassinato de Yasmin

Suspeito chegou a participar das buscas e até do velório. Confissão veio após exame genético confirmar autoria, informou a Polícia Civil

Após 40 dias de angústia, Edson Antônio, o “Tripa”, confessa assassinato de Yasmin
- Yasmin Pereira da Silva, aluna do 1º ano da escola municipal de Ibitiranga, desapareceu na noite de 5 de outubro
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Foram 40 dias de angústia. Quarenta dias de perguntas sem respostas.

A confirmação, dura e definitiva, aconteceu: Edson Antônio da Silva, 38 anos, o “Tripa”, confessou ter assassinado a menina Yasmin Pereira da Silva, de apenas 7 anos, em Carnaíba, no Sertão do Pajeú. A Polícia Civil formalizou a informação à Tribuna nesta segunda-feira (17).

Tripa já estava preso desde 9 de outubro por outros crimes. A confissão veio agora, após o confronto de material genético realizado pela Polícia Científica, solicitado pelos investigadores. O resultado estreitou o cerco e derrubou as últimas negativas do suspeito. Pressionado pelas evidências, ele admitiu o que fez.

A frieza com que circulou entre os que buscavam por Yasmin ainda choca. Participou das buscas. Caminhou ao lado de voluntários. Esteve no velório da menina. A revelação desse comportamento ampliou a revolta entre familiares, policiais e moradores da comunidade.

Segundo o advogado da família, Cláudio Soares, a confissão encerra “uma espera que consumiu a todos”, mas não apaga o sofrimento. O Ministério Público de Pernambuco acompanha o caso sob sigilo.

A noite do desaparecimento

Yasmin Pereira da Silva, aluna do 1º ano da escola municipal de Ibitiranga, desapareceu na noite de 5 de outubro, quando brincava na rua por volta das 20h. Minutos depois, quando a família percebeu que ela havia sumido, começou a mobilização. Moradores, Polícia Militar e voluntários vasculharam cada trilha da comunidade.

A busca terminou na manhã seguinte, da pior forma possível. O corpo da menina foi encontrado em uma área de matagal, vítima de violência física e sexual, segundo as investigações iniciais e, agora, confirmação da perícia.

No começo do caso, três adolescentes e um homem chegaram a ser levados para depor. Nenhuma das suspeitas se sustentou. O nome de Tripa cresceu dentro da investigação e, agora, se confirma como o autor.

O crime e a responsabilização



Com a confissão, Edson Antônio da Silva será indiciado por homicídio qualificado com múltiplas agravantes — entre elas, o fato de ter atacado uma vítima incapaz de oferecer resistência. A Polícia Civil afirma que trabalhou desde o início para dar uma resposta firme à família e à comunidade, e que a identificação do autor encerra 40 dias de angústia e medo.

Veja a matéria completa no Brasil Urgente, da TV Tribuna PE/Band, apresentado por Moab Augusto. É só clicar


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