Anúncio
MPPE DECIDIRÁ

Polícia Civil conclui inquérito de naufrágio que resultou em morte de advogada

Naufrágio aconteceu em junho deste ano na Praia de Suape. Advogada estava em companhia do namorado, que sobreviveu

Advogada Maria Eduarda de Carvalho e sua cadela Belinha foram as vítimas fatais do acidente
Foto de perfil de Edilson Vieira

Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


Cinco meses após o naufrágio de um veleiro que vitimou a advogada Maria Eduarda Carvalho de Medeiros e sua cadela de estimação, Belinha, na praia de Suape, a Polícia Civil de Pernambuco concluiu o inquérito e pediu o arquivamento do caso para o noivo da vítima. Contudo, no relatório final da investigação, a polícia registra o que chama de falhas graves e possível omissão por parte do Corpo de Bombeiros e da Marinha.

O delegado Ney Luiz Rodrigues, responsável pelo inquérito, solicitou a abertura de processos disciplinares para apurar a conduta dos militares envolvidos no atendimento da ocorrência. O documento foi remetido ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para análise.

Atraso no resgate e falha operacional

O documento policial critica a demora no acionamento das equipes de salvamento, citando que as equipes de resgate aéreo (GTA) só foram acionadas por volta das 22h, aproximadamente seis horas após o registro inicial do acidente às 17h08. O inquérito destaca ainda que, no período entre o naufrágio e o acionamento tardio, o salvamento ainda seria possível.

Segundo a polícia, houve falha de comunicação e de resposta operacional por parte de militares lotados no Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS). A investigação também cita demora nas tentativas de contato com a Capitania dos Portos de Pernambuco e a falta de integração com o Corpo de Bombeiros e o Salva-Mar de Ipojuca, o que teria comprometido a efetividade do resgate.

O relatório solicita que a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social, o Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar e a Marinha do Brasil (em relação aos militares da Capitania dos Portos) adotem providências disciplinares, administrativas e penais.

LEIA TAMBÉM: 

Mãe da advogada Maria Eduarda fala sobre a perda da filha em naufrágio

Médico depõe mais de três horas sobre naufrágio que resultou na morte de advogada

CASO MARIA EDUARDA: laudo do IML aponta causas da morte da advogada

Acidente marítimo e pedido de arquivamento

O acidente ocorreu na tarde de 21 de junho, no Cabo de Santo Agostinho. O veleiro, pilotado pelo médico Serafico Pereira Cabral Júnior, noivo da vítima, acabou afundando. A Polícia Civil classificou o naufrágio como um “acidente marítimo involuntário” e pediu o arquivamento do caso para o médico, não encontrando indício de culpa em sua conduta.

O inquérito apontou que o médico era habilitado, as condições meteorológicas eram favoráveis no início do passeio, e não houve ingestão de álcool,e concluiu que o uso de coletes não teria evitado o desfecho fatal devido ao tempo de permanência no mar, às condições de correnteza e à exaustão das vítimas, que nadaram por horas após o naufrágio.

Caberá ao MPPE decidir se o inquérito será arquivado, conforme solicitado pela polícia, ou se novas investigações serão necessárias.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.