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FIM DOS RECURSOS

Histórico: STF manda prender Bolsonaro por 27 anos por tentativa de golpe

Esta é a primeira vez que um ex-presidente da República é preso no Brasil por tentar promover um golpe de Estado; veja íntegra do documento

Histórico: STF manda prender Bolsonaro por 27 anos por tentativa de golpe
- Audiência de custódia será realizada nesta quarta-feira (26), às 14h30
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



O ex-presidente e capitão da reserva, Jair Bolsonaro, teve decretado o início do cumprimento de sua pena pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (25). A decisão é um marco, pois põe fim à possibilidade de recursos, declarando o trânsito em julgado (decisão final e irrecorrível) da condenação.

Fim dos recursos e pena de 27 anos

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por liderar uma organização criminosa que tramou para anular o resultado eleitoral de 2022, impedir a posse do presidente eleito e subverter o Estado Democrático de Direito.

O ex-presidente já está na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde estava preso preventivamente desde o último sábado (22). Agora, ele permanece no local para iniciar o cumprimento definitivo da pena.

Na sua decisão, o ministro Moraes foi categórico: a defesa não apresentou novos recursos dentro do prazo. Além disso, não cabem mais recursos (como os embargos infringentes), pois o entendimento da Corte exige um mínimo de dois votos pela absolvição, o que não ocorreu no julgamento.

A prisão histórica: o precedente na democracia

É fundamental ressaltar o caráter histórico desta decisão. Esta é a primeira vez que um ex-presidente da República é preso no Brasil por tentar promover um golpe de Estado.

Durante os 21 anos da Ditadura Militar (1964-1985), nenhum militar de alta patente foi responsabilizado ou preso por crimes cometidos, mesmo diante de milhares de casos documentados de tortura, assassinato e desaparecimento de opositores.

A prisão de um ex-presidente e de generais e almirantes, como Bolsonaro, Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, por envolvimento em um plano golpista, representa um marco inédito e definitivo na consolidação da democracia e da responsabilização civil e militar no país.

O réu Jair Messias Bolsonaro



Detalhes cruciais de consequência e logística

Prazo inicial do isolamento: O isolamento e as condições especiais na PF foram determinados “pelo prazo inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogado”.

Controle de visitas: “Todas as visitas deverão ser previamente autorizadas pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, salvo os advogados regularmente constituídos nos autos e equipe médica.”

Próximo passo legal: a “AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA” de Bolsonaro será realizada por videoconferência amanhã nesta quarta-feira (26/11/2025), às 14h30min, na própria Superintendência da Polícia Federal.

Atendimento médico 24 horas
A decisão de Moraes demonstra um controle judicial minucioso sobre todos os aspectos da custódia do ex-presidente, incluindo um detalhe crucial: as condições de saúde.

O documento exige a “manutenção de disponibilização de atendimento médico em tempo integral ao réu Jair Messias Bolsonaro, em regime de plantão”. Além de garantir assistência 24 horas, o ministro impôs que “seja garantido o acesso da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do réu, independentemente de prévia autorização judicial”.

Esse rigor visa assegurar as condições de saúde do condenado de alto perfil e, ao mesmo tempo, reforça o estrito monitoramento e a responsabilidade da Suprema Corte sobre a execução da pena.

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Outros condenados

O ministro Alexandre de Moraes também determinou o início do cumprimento da pena para outros seis condenados, o núcleo central da tentativa de golpe:

O ministro Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena para outros seis condenados do núcleo central da tentativa de golpe:

Walter Braga Netto

Pena: 26 anos (Regime Fechado).

Cargo: General da Reserva, Ex-Ministro da Casa Civil.

Local de Prisão: 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar, Rio de Janeiro.

Anderson Torres

Pena: 24 anos (Regime Fechado).

Cargo: Ex-Ministro da Justiça.

Local de Prisão: Penitenciária da Papuda, Brasília (DF).

Almir Garnier

Pena: 24 anos (Regime Fechado).

Cargo: Almirante, Ex-Comandante da Marinha.

Local de Prisão: Estação Rádio da Marinha, Brasília (DF).

Augusto Heleno

Pena: 24 anos (Regime Fechado).

Cargo: General da Reserva, Ex-Ministro do GSI.

Local de Prisão: Comando Militar do Planalto, Brasília (DF).

Paulo Sérgio Nogueira

Pena: 24 anos (Regime Fechado).

Cargo: General da Reserva, Ex-Ministro da Defesa.

Local de Prisão: Comando Militar do Planalto, Brasília (DF).

Alexandre Ramagem

Pena: 16 anos, 1 mês e 15 dias (Regime Fechado).

Cargo: Ex-Diretor da Abin, Deputado Federal.

Local de Prisão: Atualmente foragido (mandado de prisão expedido).

Veja a decisão na íntegra em anexo





Veja mais: STF traz íntegra de decisão de cada réu


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