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Paulista volta a ser notícia — desta vez, pelas razões certas

Descubra as ações positivas da Prefeitura de Paulista que impactam as comunidades vulneráveis e promovem esperança e transformação.

Paulista volta a ser notícia — desta vez, pelas razões certas
- Visão de um dos principais pontos da cidade do Paulista
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Hoje, recebi três e-mails da Prefeitura do Paulista, via assessoria de imprensa, com anúncios que chamam atenção pelo impacto nas comunidades mais vulneráveis do município. Um sobre o recadastramento anual dos permissionários do transporte complementar; outro sobre a contagem regressiva para o encerramento das inscrições do concurso da Guarda Municipal; e um terceiro, sobre o projeto Ito Àgbon, que vai oferecer dez oficinas gratuitas de artesanato — oportunidade que pode transformar a vida profissional de muita gente.

Quase todos os dias tem sido assim. Para mim, como jornalista, essa chuva de pautas de Paulista tem sido uma surpresa boa e inesperada, embora nem todas possam ser lidas a tempo.

Na semana passada, o Tribuna Online PE registrou tanto o protesto dos moradores da Rua Vietnã, em Pau Amarelo, quanto a inauguração da primeira emergência odontológica do SUS no município.

O contraste me chamou atenção: de um lado, a queixa por ruas esburacadas; do outro, a emoção de ver um serviço inédito começar a funcionar. Em ambos os casos, prevaleceu o tom de esperança: esperança pela requalificação da via e por socorro odontológico em dias difíceis.

Um começo de mês movimentado

Nem estamos longe do começo do mês — é apenas dia 4 —, mas a prefeitura já divulgou outras ações: o retorno do Zé Gotinha, a ampliação de atendimentos nos Caps, e uma parceria com o Movimento Negro Unificado no combate ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo.

Até pouco tempo, o nome de Paulista aparecia mais nas notícias pelos problemas: o drama da Ponte do Janga

), o avanço do mar e os alagamentos em dias de chuva.

A cidade que sai da bolha

Agora, a cidade começa a aparecer por outro motivo. Para mim, está “on” de forma positiva, embora nem tudo sejam flores. E merece reconhecimento neste momento, ressaltando, para os leitores e leitoras, que nem tudo brilha como gostaríamos, afinal, trata-se de política. E tudo pode mudar como as nuvens, porque a política impacta vidas.

Outro exemplo é a Caravana da Alegria, que percorreu vários bairros e realizou mais de mil atendimentos, entre serviços de cidadania e atividades recreativas. O encerramento, em Arthur Lundgren II, reuniu música, brincadeiras e ações sociais — pequenas iniciativas que se somam às grandes e, por vezes, conseguem furar a bolha da grande imprensa recifense. Jaboatão já havia conseguido essa proeza; agora, parece ser a vez de Paulista.

Uma cidade que tenta se reencontrar

Por muitos anos, Paulista ficou conhecida como a “Cidade das Chaminés”. Esse apelido fazia referência às chaminés das antigas fábricas de tecidos, que marcaram a paisagem e a identidade industrial do município durante o século XX, especialmente as da Companhia de Tecidos Paulista (CTP), da família Lundgren. Até hoje, é possível ver algumas dessas chaminés.

Atualmente, contudo, a menina dos olhos da atual gestão é a educação. Já são 180 salas climatizadas, com meta de alcançar 100% das escolas até o fim de 2026.

João Fonseca, uma das escolas municipais, por exemplo, ganhou um sistema inovador de tratamento de água e esgoto, eliminando o uso de caminhões-pipa e tornando-se referência em sustentabilidade.

Já a Escola Ministro Marcos Freire passa por uma ampla reforma, com mais de R$ 1 milhão investido, tornando-se uma unidade modelo, moderna e adequada às normas do FNDE. 

Resta acompanhar se o ritmo das ações se mantém — e se Paulista continuará aparecendo nas manchetes pelos motivos certos. O que se vê, por ora, é uma cidade tentando sair das margens do noticiário e voltar a ser lembrada pelo que constrói, não só pelo que falta. Fico feliz por isso.


Cabo firma parceria com a ONU para combater a violência

O Cabo de Santo Agostinho firmou parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) para participar do programa Construindo Planos de Prevenção, voltado à redução da violência urbana. O projeto é coordenado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), que oferecerá suporte técnico e metodológico à gestão.

O prefeito Lula Cabral destacou que o município tem fortalecido ações de segurança e cidadania, como a capacitação da Guarda Municipal, ampliação da Patrulha Escolar e criação da base da ROMU. Segundo o consultor Cláudio Carraly, o Cabo já está preparado estrategicamente para elaborar seu plano de prevenção com base em evidências e resultados contínuos.


Espetáculo “Revinda” leva dança, poesia e música à Estação Ferroviária de Caruaru



A Estação Ferroviária de Caruaru recebe neste sábado (8), às 17h30, o espetáculo “Revinda”, criação da artista Rebeca Gondim que mistura dança, música e poesia para abordar a dor e a resistência do povo preto e periférico. Inspirada na história de uma mãe que perdeu o filho vítima da violência policial, a montagem agrega artistas locais em cada cidade por onde passa — e, em Caruaru, terá a participação da Bgirl Caracol e de Marcela Felipa.

A apresentação é gratuita e com acessibilidade em Libras. A circulação estadual é contemplada pelo Funcultura PE e já passou por Olinda e Camaragibe. Depois do Agreste, segue para Triunfo (21) e Arcoverde (23), reunindo nomes da cena artística local em cada parada.

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