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POLÍTICA

Pernambuco aciona União em três frentes para enfrentar tarifaço dos EUA

O Governo do Estado solicitou o apoio da União em três frentes principais para reduzir os impactos da medida tarifária imposta pelos Estados Unidos

Pernambuco aciona União em três frentes para enfrentar tarifaço dos EUA
- Segundo a nota, a governadora Raquel Lyra (PSD) vem acompanhando o cenário desde o anúncio oficial, em diálogo com a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e com representantes das cadeias produtivas mais sensíveis às novas tarifa
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



O Governo de Pernambuco solicitou o apoio da União em três frentes principais para reduzir os impactos da medida tarifária imposta pelos Estados Unidos, que passou a taxar em até 50% a importação de produtos brasileiros.

As solicitações, divulgadas em nota nesta quinta-feira (31), envolvem a criação de linhas emergenciais de crédito via Banco do Nordeste (BNB), a adoção de políticas compensatórias voltadas à diversificação de mercados internacionais e a atuação diplomática para a defesa dos interesses produtivos do Nordeste junto ao governo norte-americano.

A medida, decretada na quarta-feira (30) pelo presidente Donald Trump, afeta diretamente setores produtivos do Estado e acende um alerta sobre os reflexos nas exportações e no emprego.

Segundo a nota, a governadora Raquel Lyra (PSD) vem acompanhando o cenário desde o anúncio oficial, em diálogo com a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e com representantes das cadeias produtivas mais sensíveis às novas tarifas.

De acordo com o texto, a prioridade da gestão estadual é proteger os milhares de empregos vinculados ao dinamismo da economia local, que podem ser impactados negativamente pelo encarecimento dos produtos pernambucanos no mercado norte-americano.

A expectativa é de que, com a ação federal, os efeitos do tarifaço possam ser amenizados no curto e médio prazo.

Solicitação inclui crédito, exportação e articulação diplomática

As três frentes sugeridas pelo Governo de Pernambuco incluem, inicialmente, a disponibilização de linhas emergenciais de crédito com condições especiais de carência, prazos e juros reduzidos, voltadas especificamente para os setores mais atingidos.

Em seguida, a proposta é de implementação de medidas compensatórias por meio do estímulo à diversificação de mercados, ampliação do acesso a novos parceiros comerciais e reforço das políticas públicas de apoio à exportação.

Por fim, o Estado defende uma atuação firme do Governo Federal junto aos Estados Unidos, com o objetivo de proteger os setores produtivos do Nordeste e garantir diálogo institucional.

A governadora Raquel Lyra deve se reunir com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PS), na próxima terça-feira (5 de agosto), em Brasília. O encontro contará com a presença de todos os governadores do Nordeste e terá como foco principal os efeitos do decreto tarifário na região.

Tom técnico contrasta com críticas mais duras de outros governadores

Embora o Governo de Pernambuco tenha assumido uma postura ativa diante do impacto econômico do decreto, o tom adotado na nota oficial é técnico e institucional, sem críticas diretas ao governo norte-americano ou ao presidente Donald Trump. “O Governo de Pernambuco não medirá esforços para assegurar que os interesses de Pernambuco sejam defendidos”, diz nota do governo estadual.

A resposta difere da adotada por outros governadores do Nordeste, como Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, que classificou a medida como “um ataque frontal aos trabalhadores do Nordeste”. “É como se fosse a preparação de um novo golpe”, declarou.

Durante evento na Estação da Calçada, em Salvador, Jerônimo Rodrigues também classificou as tarifas impostas pelos Estados Unidos como “irresponsável” e afirmou que se tratava de um “ataque à soberania” do Brasil ao impactar diretamente setores produtivos com contratos já assinados e contêineres prontos para exportação, como manga, uva e mel

Já o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), avisou que o Nordeste não assistirá passivamente ao impacto das medidas propostas pelos EUA. “Defender a economia do Nordeste é defender o Brasil. E é com esse espírito que estamos somando forças”, concluiu Rafael Fonteles.

Nesse contexto, Pernambuco optou por concentrar sua reação em propostas concretas de apoio econômico, priorizando a cooperação com o Governo Federal. Ao final da nota, o Estado afirma que “não medirá esforços para assegurar que os interesses de Pernambuco sejam defendidos”.

Ataque à soberania nacional

O decreto assinado por Trump em 30 de julho estabelece uma tarifa adicional de 40 %, que, somada a uma tarifa já existente de 10 %, resulta em 50 % sobre produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto de 2025.

A justificativa oficial dos EUA aponta “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional”, alegando práticas do governo brasileiro como perseguição política e violação de direitos humanos.

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    As medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos, mesmo com a lista de isenções, representam um cenário de incerteza para a economia pernambucana. Setores cruciais para o estado, como a fruticultura e o agronegócio, continuam vulneráveis.

    A taxação sobre produtos como açúcar e manga ameaça diretamente as exportações e os empregos em regiões estratégicas como o Vale do São Francisco e Zona da Mata. Além disso, a indústria de plásticos e borracha, apesar de algumas isenções pontuais, segue sob pressão, uma vez que a maior parte de seus produtos não foi contemplada na lista.

    A preocupação agora se volta para o impacto em cascata que a redução de exportações pode causar na cadeia produtiva local, exigindo do estado e dos empresários a busca por novos mercados e estratégias de competitividade.

      • Veja nota do Governo de Pernambuco na íntegra

    A recente medida tarifária decretada pelos Estados Unidos gera instabilidade e pode afetar as relações comerciais com Pernambuco. Desde o primeiro momento, o Governo, sob a liderança da governadora Raquel Lyra, tem acompanhando a situação e vem dialogando, junto à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), com os setores produtivos que serão afetados.

    A prioridade máxima do Governo de Pernambuco é proteger os milhares de empregos que dependem do dinamismo da economia do Estado, atuando ao lado do setor produtivo.

    Diante das consequências do decreto divulgado pelos Estados Unidos ontem, quarta-feira (30), o Governo de Pernambuco solicitou o apoio do Governo Federal em três frentes principais.

    A primeira é a disponibilização, via Banco do Nordeste do Brasil (BNB), de linhas emergenciais de crédito para os setores diretamente afetados, com condições especiais de carência, prazos e taxas.

    A segunda é a adoção de medidas compensatórias, como o incentivo à diversificação de mercados internacionais, a facilitação de acesso a países parceiros e políticas de apoio à exportação.

    E, por último, a terceira é a proteção e promoção dos interesses dos setores produtivos do Nordeste brasileiro na interlocução com os Estados Unidos.

    Na próxima terça-feira, 05 de agosto, a governadora Raquel Lyra estará em Brasília, juntamente com todos os governadores do Nordeste, para uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin para tratar desse assunto.

    O Governo de Pernambuco não medirá esforços para assegurar que os interesses de Pernambuco sejam defendidos.

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