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Glória de Goitá

Júri Popular condena ‘Lázaro de Pernambuco’ a 43 anos de prisão e oito meses

Ele ainda é acusado de feminicídio e vai enfrentar o julgamento pela morte de ex-companheira

Lázaro deve ficar na prisão até pelo menos 58 anos de idade, porque é reicidente no crime de estupro e ainda será julgado pela morte da companheira
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O Júri Popular condenou Edson Cândido Ribeiro, 37 anos, conhecido como “Lázaro pernambucano ou Lázaro de Pernambuco”, pela morte, estupro e roubo da agricultora Jailma Muniz da Silva, que tinha 18 anos.

Ele foi condenado a pena de 43 anos e 8 meses em regime fechado. A sentença foi proferida pelo juiz Gabriel Araújo Pimentel, que determinou ao réu 30 anos por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), 10 por estupro e 3 anos e oito meses por furto de celular da vítima.

Os crimes ocorreram no município de Glória de Goitá. Jailma estava indo levar o café da manhã da mãe, numa lavoura, quando foi abordada por Edson durante a manhã, capturada e morta com facadas.

Edson Cândido também vai responder pelo crime de feminicídio de sua ex-companheira: Kauany Mayara Marques da Silva, de 19 anos. Ela era sua companheira. Foi morta por não querer mais o relacionamento e seu corpo foi jogado num bueiro, tendo sido encontrado em estágio avançado de decomposição.

O Júri Popular ocorreu em Glória de Goitá, com Carolina Aguiar atuando como assistente de acusação e Rafael Bento Lima como defensor público. Edson chegou ao local de cabelo cortado e, no início do julgamento, erguia o rosto para cima, sem sinal de sentimentos. Normalmente, os acusados chegam escondendo o rosto, por vergonha, e com o semblante abatido.

Edson já havia participado de outros crimes e estava em liberdade provisória antes de matar duas mulheres: um estupro e outro roubo. Pelas leis brasileiras, quando o condenado cumpre 1/3 da pena, ele pode ser liberado de forma provisória, Como Edson é reincidente de estupro, precisa cumprir pelo menos 1/2 da pena para voltar a ter liberdade provisória. Mas ele ainda vai ser julgado pelo feminícidio da companheira. 

A sentença de condenação foi proferida no final da tarde do dia 17.

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