O técnico Itamar Schülle concedeu uma coletiva no estádio do Arruda após a derrota do Santa Cruz para o Náutico, abordando diversos aspectos do desempenho da equipe e os desafios enfrentados durante a partida que teve resultado desfavorável ao time tricolor, que perdeu por 2 a 1. Entre alguns pontos destacados, o professor falou sobre a preocupação com as bolas aéreas.
Indagado em coletiva se está tentando fazer do limão uma limonada, ele chamou para si a responsabilidade da derrota. No primeiro Clássico das Emoções de 2024, pelo Campeonato Pernambucano, o Timbu deixou a Cobra Coral com fome, mantendo o jejum de 4 anos sem vitória do rival.
Schülle também destacou, com tato, a limitação do elenco, um tema recorrente desde o início da temporada. O treinador observou a intensidade e dedicação diárias no trabalho, onde “nenhum detalhe passa despercebido”. O time tricolor caiu de produção no segundo tempo.
A falta de peças de reposição em determinadas posições, seja por cartões, lesões ou adaptação física de novos jogadores, foi mencionada como um desafio constante.
Para ele, o tricolor do Arruda demonstrou capacidade de sofrer e buscar o empate, mesmo cometendo erros em bolas paradas, algo que tem sido abordado nos treinamentos. Schülle enfatizou que as substituições são decisões dele, assumindo a responsabilidade por essas escolhas.
O técnico diz que evita cobrar atletas por atuações em posições não habituais, reconhecendo a necessidade de dar oportunidades aos jogadores mais jovens para amadurecerem.
O treinador ressaltou que o elenco conta com jogadores que, há pouco tempo, não imaginavam participar de clássicos, destacando o processo de amadurecimento que está em andamento. Mesmo diante das adversidades, Schulli enfatizou o comprometimento do time em superar os desafios e continuar crescendo ao longo da temporada.
Sobre a parte física – o Santa demonstrou cansaço no segundo tempo – o técnico falou.
“Procuro sempre deixar vocês sem dúvidas nas respostas, mas há algumas eu não tenho (…) Esse hábito, jamais vou fazer isso (de fazer críticas abertas), Essas coisas, quando há necessidade, a gente conversa internamente. Não vejo só dessa forma, às vezes, determinadas mudanças não trazem para mim o que eu acredito e confio e o que preciso fazer com eles é dar alertas, falar sobre os detalhes não positivos e gente tem que construir as melhoras”.
No tocante às bolas aéreas, dos seis gols que o time tricolor no campeonato tomou, quatro foram de bola aérea.