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TRÁFICO E LAVAGEM DE DINHEIRO

Operação “Laundry” apreende meio milhão e prende líder da organização criminosa

Ação policial foi deflagrada em 10 cidades de Pernambuco, tanto no Grande Recife como no interior

Operação “Laundry” apreende meio milhão e prende líder da organização criminosa
- Durante a operação, foram apreendidos exatos R$ 539,9 mil em um cofre e R$ 1,5 milhão foram bloqueados em contas bancárias
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Moradores de 10 cidades de Pernambuco acompanharam de perto, na manhã desta quarta-feira (28), a 40ª Operação de Repressão Qualificada (ORQ) “Laundry”, destinada a combater o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.

A operação ocorreu em várias cidades da Região Metropolitana do Recife e do interior, incluindo Jaboatão dos Guararapes, onde houve a apreensão de R$ 539.9 mil em dinheiro vivo, que estava dentro de um cofre.

A investigação, que começou em novembro de 2022, teve como objetivo desarticular uma organização criminosa que atuava na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Houve a descoberta de contas fantasmas usadas para lavar dinheiro de venda de drogas. E o bloqueio de contas bancárias totalizou R$ 1,5 milhão.

A Operação “Laundry” ocorreu em várias cidades de Pernambuco, incluindo:

1 – Gravatá

2 – Paulista

3 – Recife

4 – Olinda

5 – Igarassu

6 – Abreu e Lima

7 – Jaboatão dos Guararapes

8 – Vitória de Santo Antão

9 – Surubim

10 – Floresta

Operador financeiro da organização criminosa foi preso em Gravatá

Liderada pela 8ª Delegacia Seccional de Paulista, sob a direção do delegado Adyr Almeida, a operação contou com o apoio das Polícias Civis da Bahia e do Rio Grande do Norte e envolveu 150 policiais civis entre delegados, agentes e escrivães.

Durante a execução dos 26 mandados de busca e um de prisão, a polícia prendeu um dos alvos, conhecido como Índio, apontado como operador financeiro da organização criminosa, que atuava em Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte. Ele foi preso no município de Gravatá, no Agreste do Estado.

Um operador financeiro em uma organização criminosa gerencia e movimenta os recursos obtidos ilegalmente, facilitando a lavagem de dinheiro para disfarçar sua origem, controlando e alocando fundos, e desenvolvendo estratégias para maximizar lucros e minimizar riscos. Ele coordena com outros membros da organização para garantir que as necessidades financeiras sejam atendidas e protege os ativos contra rastreamento e ações legais.

A ponta do “iceberg” apareceu em Paulista

Segundo o delegado, a investigação começou através de prisões de traficantes realizadas na cidade de Paulista.

“A gente começou a avançar no sentido de identificar o braço financeiro dessa organização criminosa, porque a nossa intenção é, justamente, descapitalizar os traficantes de drogas e fazer com que eles tenham uma dificuldade a mais de financiar o tráfico na nossa região”.

Mulher fica calada para não produzir provas contra si mesma

Já o dinheiro em espécie foi encontrado dentro de um cofre em uma residência localizada no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes.

O montante apreendido será analisado pelas autoridades para rastrear sua origem e eventual conexão com atividades ilícitas. O dinheiro estava na residência de uma mulher, alvo de busca e apreensão.

A mulher não conseguiu justificar como obteve os valores, mas não cumpriu mandado de prisão. Foi orientada pela advogada a permanecer em silêncio, porém vai responder por participar da organização criminosa na Justiça.

Além do dinheiro, outros bens e documentos foram apreendidos, e os envolvidos estão sendo investigados por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, conforme previsto na Lei nº 9.613/1998. A norma jurídica prevê pena de reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa.

Veja entrevista completa do delegado Adyr Almeida


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