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Mecânico preso por abrigar fugitivos da PF alega inocência e diz ter sido coagido

Homem diz que recebeu dinheiro e repassou para os criminosos sob coação

Mecânico preso por abrigar fugitivos da PF alega inocência e diz ter sido coagido
- O mecânico de 38 anos, proprietário de uma chácara na Zona Rural de Baraúna
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Um homem detido nesta segunda-feira (26), sob suspeita de colaborar com o esconderijo dos dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, enfrentou uma audiência de custódia na manhã desta terça-feira (27) e permanecerá sob detenção conforme o mandado de prisão preventiva.

A defesa do indivíduo confirmou à Inter TV que ele alega inocência. O mecânico de 38 anos, proprietário de uma chácara na Zona Rural de Baraúna, município vizinho a Mossoró, foi preso.

Segundo as autoridades, ele mantinha um esconderijo onde os fugitivos foram encontrados na semana anterior, e teria recebido a quantia de R$ 5 mil para abrigá-los em sua propriedade.

De acordo com o advogado, no entanto, o homem afirma que o dinheiro foi entregue a ele pela facção criminosa para repassar aos fugitivos sob coação.

Durante seu depoimento, ele afirmou ter recebido o montante em sua conta e entregue a Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, associados ao Comando Vermelho. O advogado acrescentou que seu cliente não obteve nenhum benefício e, pelo contrário, sofreu grandes prejuízos, além de ter sido alvo de ameaças por parte da organização criminosa.

Na segunda-feira (26), o ministro Ricardo Lewandowski assegurou que as operações de busca pelos fugitivos continuam, e os investigadores acreditam que eles permaneçam na região. “Imaginamos que eles ainda estejam na cercania, nas proximidades”, destacou.

A fuga da dupla ocorreu em 14 de fevereiro, marcando o primeiro caso registrado de evasão no sistema penitenciário federal, que abrange cinco estabelecimentos.

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