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ATAQUE AO ÔNIBUS

Torcedor confessa ter jogado pedra em ônibus do Fortaleza após jogo contra o Sport

Jovem tem 19 anos e se apresentou à Polícia Civil nesta segunda-feira

Torcedor confessa ter jogado pedra em ônibus do Fortaleza após jogo contra o Sport
- Rapaz que confessou o crime foi acompanhado pelo advogado Ivison Tavares
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Um jovem de 19 anos se apresentou à Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core), nesta segunda-feira (26), para confessar que havia sido o responsável por jogar uma pedra que atingiu o ônibus do Fortaleza. O time cearense enfrentou o Sport no dia 21 de fevereiro e seis atletas do clube ficaram feridos após a partida.

O rapaz prestou depoimento à polícia acompanhado pelo advogado Ivison Tavares, que representa a Torcida Jovem do Sport – a maior do clube leonino. O caso foi dado com exclusividade pela TV Tribuna PE (Band/canal 4). A reportagem foi feita por Carlos Simões.

O advogado fez questão de frisar que o rapaz não é associado da torcida, nem do clube, mas estava num grupo que retornava do estádio pela BR-232, onde o ônibus que levava o time do Fortaleza foi alvejado.

Segundo Ivison Tavares, alguns torcedores haviam recebido a informação de que, no ônibus, estava a torcida organizada do Fortaleza, uma vez que estava sendo escoltada apenas por três motos. De acordo com o advogado, eles imaginavam que iam ser atacados e se antecederam.

O repórter Carlos Simões perguntou se o ataque foi planejado, como acredita o coordenador do Grupo de Trabalho de Futebol da SDS-PE, o coronel Alexandre Tavares, mas o advogado negou.

“Não, eu posso afirmar com total certeza que não foi planejado”, disse. O advogado contou que seu cliente estava num ônibus que parou para auxiliar outro que havia quebrado em meio a um engarrafamento.

“Eles pararam para auxiliar no apoio desse ônibus, que estava quebrado, e foi quando veio passando essa escolta. Por ter sido uma escolta muito pequena, foram apenas três motos, eles concluíram que tratava-se dessa outra organizada”, disse.

“A versão que ele apresenta é que eles se muniram desses artefatos para se proteger de um eventual ataque e atacaram”, acrescentou.

Em outro momento, Ivison Tavares explicou que, por ter 19 anos, o caráter do jovem ainda não está totalmente formado. “Na verdade, de forma alguma, se exime na conduta individual do que ele fez, e tanto que ele veio de forma espontânea. Ele quis vir aqui para assumir, olha, eu de fato arremessei uma pedra assim (…).

Indagado porque os torcedores não pararam de atacar o ônibus quando não receberam revide, o advogado afirmou, com um tom irônico: “Mas pararam. Eles não estão jogando pedras até agora, eles pararam”.

O repórter Carlos Simões ainda indagou porque o rapaz demorou tanto tempo para se apresentar à polícia, o que só aconteceu após vir a punição do Sport.

“Eu acho que é um jovem de 19 anos, como já foi dito, que já tem que arcar com suas responsabilidades como homem, mas ainda assim é um jovem. Eu quero que você se coloque no lugar dele e imagine como é que está a família dele, como é que está ele, as pessoas que não corroboram com isso”.

Para Ivison Tavares, o caso não pode ficar impune, mas o seu cliente também não pode responder pelo que não fez.

O advogado reclamou do fato de toda torcida do Sport estar sendo penalizada pelo que houve após o jogo e o próprio clube leonino, que não pode jogar com a torcida nos jogos da Copa Nordeste e Copa do Brasil. A decisão foi anunciada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva na sexta-feira passada (23). Um dos jogadores do Fortaleza teve traumatismo.

O advogado disse que todos os diretores da Torcida Jovem ainda estavam na Arena quando os ataques aconteceram e não têm nada a ver com os crimes.

“Eles não são coniventes com o que aconteceu. Toda a diretoria da Torcida Jovem que está levando a culpa disso que aconteceu, estava na presença de outros torcedores do Fortaleza (na Arena)”.

Ivison Tavares deu a entender que o jovem falou o que sabia sobre os ataques no dia do jogo.

Procurada à tarde para saber se houve alguma prisão do caso, a Polícia Civil de Pernambuco informou que, até o momento, não houve prisão relacionada ao caso.

“Nesta segunda (26), estão acontecendo ouvidas de testemunhas. Além dos depoimentos, a PCPE segue com outras diligências da investigação do caso. Mais detalhes serão apresentados à imprensa em momento oportuno”, disse em um trecho da nota.



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