Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (17), docentes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) votaram pela deflagração de greve. Foram 899 votos a favor, 795 contra e 43 abstenções, totalizando 1.737 votos.
A decisão será comunicada à Reitoria da UFPE e, num prazo de 72 horas, as aulas serão paralisadas. Na prática, a paralisação começa na segunda-feira (22).
Reivindicações da categoria:
Os professores reivindicam um reajuste salarial de 22,71%, em três parcelas de 7,06%, a serem pagas em 2024, 2025 e 2026. A categoria argumenta que a recomposição é necessária para repor a defasagem salarial acumulada ao longo dos últimos anos, que chega a 35%.
Mais recursos para a educação: Os docentes também reivindicam mais recursos para a educação, incluindo investimentos em infraestrutura, pesquisa e ensino. Segundo a categoria, a falta de recursos está comprometendo a qualidade do ensino e da pesquisa na universidade.
Reestruturação das carreiras: Por fim, os professores pedem a reestruturação das carreiras docente e técnico-administrativa, com a criação de novas faixas salariais e a valorização da experiência profissional.
Impactos da greve
A greve na UFPE deve afetar cerca de 45 mil pessoas, entre alunos, professores e técnicos administrativos. As aulas presenciais, pesquisas em andamento e serviços administrativos serão suspensos até que as reivindicações da categoria sejam atendidas.
Negociação
A direção da UFPE ainda não se pronunciou sobre a deflagração da greve. No entanto, espera-se que representantes da instituição e da categoria docente se reúnam nos próximos dias para iniciar as negociações.
Sindicato dos Docentes (Adufepe)
Em nota divulgada hoje, o Sindicato dos Docentes da UFPE (Adufepe) afirmou que a greve é um “último recurso” para garantir os direitos da categoria. O sindicato também destacou que a decisão foi tomada após meses de tentativas de diálogo com a direção da universidade, que não resultaram em nenhum acordo concreto.