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Esporte Pernambuco

Sport x Ceará: PM de Pernambuco diz que segurança absoluta só com portões fechados

A resposta foi dada após intimação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva STJD

Sport x Ceará: PM de Pernambuco diz que segurança absoluta só com portões fechados
- STJD decide, no próximo dia 9, se o jogo do Sport X Ceará será realizado em Pernambuco
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Um documento assinado pelo comandante geral da Polícia Militar em Pernambuco, o coronel Ivanildo César Torres de Medeiros, está gerando polêmica no meio futebolístico.

Trata-se de uma resposta do comandante ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) sobre a realização do jogo Sport x Ceará, programado pela Copa do Nordeste, em Pernambuco. O STJD solicitou respostas da PM após a Federação Cearense de Futebol pedir que a próxima partida não ocorresse em Pernambuco,

A PM foi intimada a responder se poderia garantir “segurança absoluta” durante a realização do jogo, que será realizado na semana que vem, mas ainda não tem data fechada.

O coronel, que é especialista em gestão de crise e riscos, citou todos riscos inerentes do futebol, e admitiu que, para ter a “segurança absoluta”, tanto para os torcedores como para os profissionais envolvidos, a melhor saída é jogar de portões fechados. Seria a solução à alternativa mais drástica, invés de de tirar o jogo de Pernambuco.

“Recomenda-se que a citada partida de futebol seja realizada com portões fechados, sem a presença de público”, diz um trecho do documento assinado pelo coronel Ivanildo César Torres de Medeiros.

Num outro trecho, o comandante geral da PM ressalta que “todas as atividades de segurança pública levam em considerações variáveis que vão desde a estrutura do futebol e de suas organizações até às especificidades e particulares da gestão de risco aplicada ao contexto genérico da atividade do futebol e do ambiente em que a atividade ocorre”.

O comandante admitiu que segurança absoluta só de portões fechados. Ele explicou que, em média, 625 policiais Militares estão sendo acionados para fazer a segurança dos jogos em Pernambuco, inclusive um deles chegou a mobilizar cerca de mil policiais, mas destacou que as considerações variáveis são imprevisíveis.

A polêmica levantada é porque, na verdade, se os riscos fossem sempre considerados desta forma, não haveria festas de Carnaval, de São João, não haveria qualquer evento de rua, ninguém nem sairia de casa.

A polêmica começou desde a FCF cobrou que o jogo não fosse realizado no Estado, com a Federação Pernambucana de Futebol reagindo em tom elevado, nas palavras do seu presidente Evandro Carvalho: “o pedido é ridículo e não passada de uma encenação teatral”, disparou. No dia 9 de abril, o STJD vai responder a federação cearense.

A reportagem solicitou respostas sobre o assunto e a PM respondeu, por meio da assessoria de imprensa, dizendo que a Secretaria de Defesa Social vai disponibilizar equipe para se pronunciar no dia 10 de abril, na Arena de Pernambuco, em coletiva.

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