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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Faixas salariais para PMs e bombeiros: extinção completa antecipada para 2025

Comissão de Justiça da Alepe aprova substitutivo que modifica projeto do Governo

Faixas salariais para PMs e bombeiros: extinção completa antecipada para 2025
- Após o término da votação, deputados fizeram discursos em frente à Assembleia Legislativa para comemorar o resultado da votação na CCLJ. Um dos discursos foi feito pela deputada Gleide Ângelo, de vermelho na foto.
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

A Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, em reunião extraordinária nesta segunda-feira (29), o substitutivo que altera o projeto do Governo do Estado referente ao fim das faixas salariais dos policiais e bombeiros militares pernambucanos. 

Quando o governo enviou o projeto para a Assebleia, em março deste ano, propôs que a extinção das faixas começasse em junho deste ano e terminasse em 2026. (Veja como era a proposta inicial)

Agora, de acordo com a CCLJ, o processo de reestruturação na remuneração e na carreira dos militares começa em junho, com a extinção da faixa “A”, mas termina completamente em 2025, um ano antes do esperado pelo Palácio das Princesas.

Cinco deputados votaram a favor e três se posicionaram contra em votação nominal. Votaram a favor do substitutivo os deputados Sileno Guedes (PSB), Alberto Feitosa (PL), Rodrigo Farias (PSB), Romero Albuquerque (União Brasil) e Waldemar Borges (PSB).

Por outro lado, os deputados Luciano Duque (Solidariedade) e Joaquim Lira (PV), além da relatora Débora Almeida (PSDB) foram contrários.

O substitutivo, apresentado pela deputada Gleide Ângelo (PSB), já havia obtido aprovação na Comissão de Segurança Pública da Casa e hoje recebeu o aval da CCLJ. A proposta visa adiantar para 2025 o fim das faixas salariais, contrastando com o plano original do Poder Executivo, que previa a extinção escalonada até 2026.

Apesar do parecer desfavorável da relatora na CCLJ, a deputada governista Débora Almeida (PSDB), que alegou inconstitucionalidade por gerar despesas ao Estado, a maioria dos membros da comissão não acatou a sua argumentação.

A deputada Gleide Ângelo (PSB), autora da emenda, defendeu que existe margem no orçamento para a antecipação do término das faixas salariais, reforçando a sua posição durante a reunião. Segundo ela, na elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), é possível remanejar recursos sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com ela, há recursos para serem remanejados.

“A LOA de 2025 só vai ser discutida no final de 2024. Então, a gente vai fazer o que fez este ano quando remanejou R$ 115 milhões para a segurança pública. A gente vai fazer para 2025 o mesmo que a gente fez de 2023 para 2024”, declarou a deputada Gleide ngelo.

A votação desta segunda-feira mostra a força da oposição nas comissões da Assembleia, o que tem sido uma dor de cabeça para o governo de Raquel Lyra (PSDB).

A gestão de Raquel criou uma agenda positiva sobre o fim das faixas de forma escalonada e a oposição(formada por deputados de extrema direita e de centro esquerda) conseguiu virar o jogo, mostrando uma imagem de que a gestão não estava priorizando a categoria.

As faixas salariais foram criadas em 2017 no então governo de Paulo Câmara (ex-PSB) e aprovadas no plenário Assembleia Legislativa, inclusive com votos do PSB, que agora se posicionou a favor da extinção das faixas nas comissões da Casa.

Na época da criação das subdivisões salarais, o governo frisou que a medida era importante para se manter a hierarquia, a disciplina e o respeito entre pessoas com a mesma função. 

As faixas salariais foram instituídas em 2017, estabelecendo remunerações distintas para os militares estaduais que ocupam a mesma patente. O projeto do Executivo propôs o fim dessas faixas e contemplou um reajuste nos vencimentos desses profissionais, mas a medida só ia valer para 2026, o que foi alterado.

O projeto ainda vai passar por votação em plenário, precisando receber 25 votos para ser aprovado. 

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