Em uma ação conjunta, comandada pela Polícia Federal da Bahia e envolvendo cerca de 300 policiais federais e militares da Bahia, Pernambuco e Alagoas, deflagrada nesta terça-feira (21), estão sendo cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão nos três estados. O objetivo é desarticular um esquema de venda ilegal de armas e munições para facções criminosas.
Os criminosos utilizavam armas legalizadas através do cadastro de Colecionadores, Caçadores e Atiradores (CACS) e através de lojistas que comercializavam armas em Petrolina (PE), Arapiraca (AL) e Juazeiro (BA). 18 pessoas já foram presas na manhã desta terça-feira.
Segundo a polícia, uma grande quantidade de munições também foi desviada pelo esquema que incluía informações falsas nos sistemas oficiais de controle e fiscalização. de armas vendidas para civis. Cerca de R$ 10 milhões pertencentes a quadrilha estão sendo bloqueados pela Justiça.
EM PETROLINA
Segundo as investigações, um sargento da Policia Militar de Petrolina (PE) movimentou cerca de R$ 2,1 milhões em pouco mais de seis meses. Só este sargento comercializava cerca de 20 armas por mês com as facções criminosas, segundo a polícia.
As armas vendidas para facções eram de uso restrito, como fuzis e espingardas calibre 12 semiautomáticas, armamentos frequentemente utilizados pelo crime organizado para a prática de assaltos a bancos e carros fortes em cidades do interior do Brasil.