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Golpe de investimentos fraudulentos com esquema de Caruaru e Recife é desmantelado

A Operação Nova Iorque desmantelou uma organização criminosa responsável por fraudar um aposentado em mais de R$ 10 milhões

Golpe de investimentos fraudulentos com esquema de Caruaru e Recife é desmantelado
- Delegado Leonardo Silva, titular da Delegacia de Defraudações/PCSC (em primeiro plano); delegado Paulo Berenguer, diretor do DEPATRI e delegado Daniel Regis, diretor da DEIC/PCSC.
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

A Polícia Civil de Santa Catarina, com o apoio de 12 estados, deflagrou na manhã de hoje a Operação Nova Iorque, que desmantelou uma organização criminosa responsável por fraudar um aposentado em mais de R$ 10 milhões. A operação cumpre 74 mandados de busca e apreensão, além de bloquear R$ 10.824.268,08 em contas e bens.

O esquema fraudulento envolvia uma empresa, aparentemente legítima e sediada em São Paulo, que atraía vítimas com promessas de investimentos na bolsa americana de Nova Iorque e em criptoativos. No entanto, os responsáveis pela fraude moravam em Caruaru (PE) e  no Recife (PE), de onde coordenavam a transferência e disfarce do dinheiro.

Responsáveis de Caruaru e Recife lideram a Fraude

A investigação revelou que o empresário responsável pela fraude, residente em Caruaru, transferiu cerca de R$ 9 milhões para um casal em Recife, que, por sua vez, pulverizou os valores em 175 contas bancárias em diversos estados do Brasil. A vítima, que inicialmente acreditava estar investindo de forma legal, foi enganada ao ponto de transferir mais de R$ 10 milhões para a falsa empresa.

Apreensões e bloqueios

A operação resultou em diversas apreensões, incluindo 10 veículos de luxo, dinheiro em espécie e aparelhos eletrônicos. A polícia também conseguiu bloquear contas e imóveis dos investigados. Em Pernambuco, foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão. As autoridades esperam que a venda judicial de veículos apreendidos ajude a ressarcir a vítima.

Impacto na vítima e possibilidade de ressarcimento

O delegado Leonardo da Silva afirmou que, embora a recuperação do montante total seja difícil, a polícia está tomando medidas para garantir o ressarcimento parcial da vítima. “Os veículos apreendidos serão vendidos judicialmente, e os valores bloqueados nas contas dos envolvidos serão usados para tentar devolver o dinheiro à vítima”, explicou.

Outros envolvidos e possíveis vítimas

Além dos investigados de Caruaru e Recife, os suspeitos responderão por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, com possibilidade de evolução para organização criminosa. A Polícia Civil alerta para que outras possíveis vítimas do golpe se apresentem e busquem orientação.

A empresa identificada pelos investigadores como Jotapix ou Kiplar operava como fachada para o golpe, e a polícia segue investigando outros desdobramentos da fraude.

Veja os estados que ajudaram na investigação

A Operação Nova Iorque teve apoio das policias de 12 estados, além do Distrito Federal. Veja quais foram: Pernambuco, Paraíba, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Goiás e Paraná.

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