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GRANDE RECIFE

Vazamento da Compesa causa transtornos e preocupação em Camaragibe

Rua Itapissuma, em Santa Mônica, sofre com desperdício de água, danos à calçada e risco de acidentes

Vazamento começou na frente da casa de dona Edileuza Bernardo, dona de casa. Os moradores ouviram um estrondo e a água começou a jogar
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Enquanto bairros do Recife e de outras cidades da Região Metropolitana vivem o drama do racionamento, uma tubulação rompida da Compesa causa caos na Rua Itapissuma, no bairro de Santa Mônica, em Camaragibe. O desperdício flagrado pela TV Tribuna no início desta tarde era impressionante.

A rua parecia uma cachoeira. O dano prejudicou a calçada e o imóvel de uma moradora, bem como o próprio calçamento da via pública. Os paralelepípedos ficaram fofos e estão dificultando a locomoção dos moradores, que já moram numa ladeira.

Água desperdiçada e riscos

O vazamento na Rua Itapissuma causa preocupação. A dona Edileuza Bernardo, que mora com mais cinco familiares na frente do local onde a água começou a jorrar, na madrugada desta terça-feira (16), quase caiu dentro de um buraco. 

Quando ela chegou perto para ver o que estava acontecendo, parte da calçada cedeu sob seu pé direito. Poderia ter causado um grave ferimento. A matéria de Rafaella Pimentel também pode ser conferida no . Ela foi exibida na 1ª edição do Jornal da Tribuna, apresentado por Marwyn Barbosa.

Estrondo e desperdício

O desperdício começou por volta das 3h, após os moradores escutarem um estrondo. Dona Edileuza teme que a estrutura do imóvel seja comprometida pela quantidade de água jorrando por baixo da calçada e por fora.

“Aqui em casa, temos uma menina que sai logo cedo para o colégio. Tem outra que trabalha e sai de madrugada. Hoje, não precisou trabalhar porque é feriado. Mas, imagina a pessoa sair de madrugada num aguaceiro desses?”, indagou, revoltada.

Condutores de carros e motos reclamam

A rua está cedendo e os paralelepípedos começaram a se soltar. Condutores de carros e motos já sentiram dificuldade de trafegar pela rua. Para os trabalhadores, para quem tem dificuldade de mobilidade e para as crianças, que gostam de brincar de bicicleta, a via pública tornou-se um risco.

“O bairro de Santa Mônica inteiro é problemático em relação à Compesa. Este é o segundo vazamento nesta rua. Lá na frente, teve outro e é a mesma coisa. A água todinha desce e flui para a Rua Santa Mônica, que não tem calçamento. Cobramos da Prefeitura, cobramos da Compesa, mas até agora não recebemos nenhuma resposta. Cobramos o saneamento da rua pela Compesa há 40 anos de espera e até hoje nada”, declarou o aposentado Marcos Evangelista.

Risco para crianças e pessoas com dificuldade de mobilidade

“Está muito ruim de passar, com o peso que está aqui em cima, piora a situação”, disse o entregador Josias Belo, que levava uma carga de bujão em uma “carretinha”, puxada pela sua motocicleta.

“Passa muita moto e criança aqui. É capaz de se machucarem”, acrescentou o vigilante Erivaldo Sacramento, preocupado.

O que fez a Compesa?

A Compesa informou, por meio da assessoria de imprensa, na noite desta terça-feira, às 18h20, que fechou os registros para conter o fluxo da água e esvaziamento da tubulação para os serviços de reparo.

“Todas as providências para o conserto da tubulação estão sendo adotadas, que será executado ainda hoje (16)”, frisou um trecho do comunicado.

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