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Vaquejada de Surubim, a mais antiga do Brasil, chega na reta final

Festa tem agendas diurnas, com a presença de vaqueiros de todo o País, e noites de forró e sertanejo

Vaquejada de Surubim, a mais antiga do Brasil, chega na reta final
- Vaquejada reúne crianças, jovens e adultos de todas as idades
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

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Quem não tem programação fechada para o final de semana, ainda dá tempo de se organizar. Nesta sexta-feira (15), no município de Surubim, no Agreste de Pernambuco, tem vaquejada de dia e show beneficente à noite, cuja entrada é um quilo de alimento, possibilitando aos interessados marcar presença nas apresentações de Renata Falcão, Sirano e Sirino, Sedutora e Felipe. A celebração se realiza no Parque João Galdino. Este é um evento que atravessa gerações.

A famosa Vaquejada de Surubim tem 86 anos de história, sendo considerada a mais antiga do Brasil.

A festa começou na última terça-feira (12), com o futeboi (uma partida de futebol no meio dos bois) e termina neste domingo (17). A premiação total é de R$ 300 mil para os vaqueiros e vaqueiras. Até o próximo domingo, tem agenda diurna, que reúne vaqueiros de todas as regiões, e noturna. A poeira corre solta.

O evento mexe com toda a cidade, atrai crianças, jovens e adultos de todas as idades. “No sabadão, a gente desce para Surubim, numa das maiores vaquejadas do Brasil, vai ter Xande Avião, Natanzinho, Iguinho e Lulinha. Vai parar Pernambuco”, disse Xande Avião nas redes sociais.














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Apolinário

Para quem quer andar mais da cidade, durante o dia, também pode conhecer o atelier de Apolinário, conhecido carinhosamente pelos irmãos maristas como Bilzinho, perto da Praça do Ipsep, mas precisa ir acompanhado de um nativo. No espaço, é possível encontrar réplicas menores do boi Surubim e várias esculturas belíssimas de material reciclável que representam o Nordeste.

O boi e a onça
O município tem monumento de cimento na entrada, com um boi sendo derrubado por uma onça (pintada). A enorme escultura foi inspirada na bandeira de Surubim, também desenhada por Apolinário, um personagem histórico na cidade.

O nome da cidade é uma homenagem ao boi Surubim, que foi vítima de um ataque e acabou sendo devorado por uma onça nas terras pertencentes ao fazendeiro Lourenço Ramos, onde o atual município está situado. É uma história resgatada e contada de geração em geração, o que ainda gera muita polêmica. 

Surubim tem estrutura hoteleira para receber visitantes no centro e nos arredores e uma culinária de chamar a atenção, com destaque para a piaba frita, linguiça de bode, charque na brasa, chamabril e tilápia. A música mais ouvida pelas bandas já é um convite, nos versos do Quinteto Violado: “doutor, venha ver Surubim, a rua principal, toda embandeirada, é festa em Surubim, é dia de Vaquejada”.

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