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Busca de soluções

Às margens do Tejipió: uma missão holandesa de conexões e desafios

Áreas críticas da bacia do rio serão visitadas, como bairros do Imbiribeira e Areias

O objetivo do hackathon é reunir especialistas para aprofundar os estudos sobre soluções contra alagamentos na cidade
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Uma missão holandesa realizará uma visita técnica nesta quarta-feira (15) à bacia do Rio Tejipió, concentrando-se em pontos críticos, especialmente nos bairros Imbiribeira e Areias, Jardim São Paulo, Barro e Curado. O objetivo é encontrar saídas para o transbordamento do rio, que coloca vidas em risco, dificulta a locomoção e prejudica a qualidade de vida das pessoas.

No segundo dia do “Hackathon Recife – Modelando uma cidade resiliente”, a Prefeitura estará presente para acompanhar os participantes durante uma visita de campo a áreas consideradas críticas na bacia do rio Tejipió, incluindo o cruzamento das avenidas Recife e Dom Helder, em Areias.

O objetivo do hackathon, que iniciou hoje e continua até a próxima sexta-feira (17), organizado pelo programa ProMorar, é reunir especialistas para aprofundar os estudos sobre soluções contra alagamentos na cidade, preparando o Recife para o período de chuvas e protegendo a população dos impactos de eventos climáticos extremos.

No primeiro dia, as discussões abordaram a bacia do Rio Tejipió, áreas vulneráveis, inundações e os impactos das mudanças climáticas. Amanhã (15), além do cruzamento das avenidas Recife e Dom Helder, a visita incluirá as comunidades de Sapo Nú, Jardim Uchoa, Vila Aliança e Dancing Days, além das pontes Ananias Catanho e Motocolombó.

Nos dois últimos dias, o foco será na discussão das soluções planejadas e modelos para futuros projetos, garantidos pelo ProMorar, um programa com financiamento total de R$ 2 bilhões pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), beneficiando 40 Comunidades de Interesse Social da cidade.

De acordo com os estudos de drenagem urbana para o ProMorar, a bacia do Rio Tejipió é uma das mais críticas em termos de vulnerabilidade aos eventos climáticos no Recife, superando o Capibaribe e o Beberibe. Anualmente, o rio transborda, inundando áreas como as avenidas Recife, Mascarenhas de Morais e José Rufino, além de diversos bairros como IPSEP, Imbiribeira, Coqueiral, Jardim São Paulo e Tejipió. Vários pontos críticos de inundação e alagamento são influenciados pelo rio e pelas marés na rede de drenagem.

A bacia do Tejipió tem suas nascentes no município de São Lourenço da Mata, abrangendo uma área total de 93,2 km², com 67,79 km² no Recife, percorrendo aproximadamente 20 km de extensão. O processo de ocupação e as cotas baixas das margens dos cursos d’água são apontadas como causas dos transbordamentos anuais no Recife.

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