A Câmara Municipal de Arcoverde, Sertão pernambucano, decidiu formar uma comissão para avaliar as denúncias contra a vereadora Zirleide Monteiro (PTB), que no último dia 30, em um pronunciamento na Câmara Municipal, se dirigiu a uma mulher afirmando que ela estava sendo “castigada por Deus” por ter um filho deficiente.
Nesta sexta-feira (3) os vereadores irão sortear, entre os parlamentares, os integrantes da comissão. É o início de um processo visando apurar possíveis crimes de responsabilidade de vereadora, o que pode levar a cassação de seu mandato.
SOBRE QUEM A VEREADORA ESTAVA FALANDO
A mulher, alvo da fala da vereadora Zirleide Monteiro, é a vice-presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Arcoverde, Luzia Damaceli, com quem Zirleide teria divergências políticas. O filho de Luzia Damacelli é portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e da Síndrome de Moebius.
O Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos dos Autistas (IBDTEA) apresentou na última terça-feira (31) notícia-crime ao Ministério Público de Pernambuco, contra a vereadora do município de Arcoverde, Zirleide Monteiro (PTB), por crime de discriminação. A vereadora já divulgou nota se desculpando pelas palavras, afirmando que “faltou-me tranquilidade e serenidade para agir e falar”, afirmou na nota.