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Oração e Jejum

Cristãos do Brasil e do mundo preocupados com guerra no Oriente

Patriarcas e Chefes das Igrejas em Jerusalém fazem apelo por paz e tolerância Patriarcas e Chefes das Igrejas em Jerusalém fazem apelo pela paz

Cristãos do Brasil e do mundo preocupados com guerra no Oriente
- Em abril, o Chefe da Igreja Católica Romana na Terra Santa, Pierbattista Pizzaballa, expressou sua preocupação com a ascensão do governo de extrema direita liderado por Benjamin Netanyahu.
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A comunidade cristã do Brasil e do mundo está acompanhando atentamente o conflito em Jerusalém, onde Israel e o grupo islâmico Hamas, da Palestina, estão envolvidos em uma guerra que gera preocupação global.

Líderes religiosos convocam dia de Oração e Jejum

Enquanto inúmeras mensagens de solidariedade surgem nas redes sociais da Embaixada de Israel no Brasil e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, um comitê de emergência composto por Patriarcas e Chefes das Igrejas em Jerusalém se reuniu para orar e fazer um apelo a todos os corações generosos por um Dia de Oração e Jejum na terça-feira (17).

Chamado por paz e solução humanitária

O comitê expressou profunda consternação diante do ciclo de violência, considerando o ataque a civis como injustificável.

Em um trecho de seu comunicado, eles destacam: “A ordem de evacuar o norte de Gaza e de pedir a 1,1 milhões de pessoas – incluindo todos os membros de nossas comunidades cristãs – que se desloquem para o sul só agravará uma catástrofe humanitária que já é devastadora.”

Apelo por ajuda humanitária e fim da escalada

O documento prossegue: “Apelamos ao Estado de Israel, com o apoio da Comunidade Internacional, para permitir a entrada de suprimentos humanitários em Gaza, a fim de que milhares de civis inocentes recebam tratamento médico e suprimentos básicos”, diz o comunicado.

“ Além disso, instamos todas as partes envolvidas a reduzir a escalada deste conflito, com o objetivo de salvar vidas inocentes e promover simultaneamente a causa da justiça.”

Contexto histórico e desafios religiosos

Os líderes religiosos de Jerusalém falam sobre a guerra num contexto histórico. Antes do conflito, houve uma crescente influência da extrema direita dentro do governo de Netanyahu. Esse movimento estava envolvido em tentativas de judaizar a Cidade Antiga de Jerusalém, o que resultou em violações a igrejas, mosteiros e locais sagrados do cristianismo.

Jerusalém: Terra Sagrada para diversas religiões

A preocupação em relação a essa região tem raízes profundas, uma vez que Jerusalém é significativa para diversas religiões. Para os cristãos, Jesus foi crucificado e ressuscitou em Jerusalém, enquanto para os judeus, a cidade é um local de importância histórica e religiosa. Além disso, os muçulmanos acreditam que foi de Jerusalém que o profeta Maomé ascendeu ao céu.

Preocupações com a liberdade religiosa na Terra Santa”

Em uma entrevista concedida em abril, o Chefe da Igreja Católica Romana na Terra Santa, Pierbattista Pizzaballa, expressou sua preocupação com a ascensão do governo de extrema direita liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Segundo o cardeal, o governo, que havia se comprometido com a liberdade de culto, estava afetando adversamente a vida dos cristãos no local de origem do cristianismo.

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