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Dicas

Como ter acesso a profissionais especializados em autismo?

Saiba o que fazer quando o plano de saúde ou o SUS não oferecer profissionais

Segundo o advogado Robson Menezes, o tratamento é um direito assegurado por lei, mas muitas pessoas desconhecem a existência desse direito ou não sabem como acessá-lo
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


A busca por recursos e assistência especializada para pessoas com autismo é uma batalha constante. A atual legislação ampara diversas necessidades, especialmente aquelas ligadas ao diagnóstico precoce e ao tratamento multidisciplinar.

O problema é que poucos sabem como recorrer quando o plano de saúde privado ou o SUS não oferece profissionais capazes de oferecer o diagnóstico.

Segundo o advogado especializado em direito de saúde, Robson Menezes, apesar de a lei brasileira da inclusão (Lei 13.146/2015) e o estatuto da pessoa com transtorno do espectro autista (Lei 12.764/2012) contemplarem esses direitos, a realidade é que existem poucos médicos especializados para diagnosticar.

Isso envolve emitir laudos e prescrever tratamentos específicos para pacientes autistas que envolvem profissionais como psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, entre outros. “O diagnóstico preciso é muito importante”, diz ele.

O advogado destaca que o tratamento é um direito assegurado por lei, mas muitas pessoas desconhecem a existência desse direito ou não sabem como acessá-lo.

“Apesar de estar previsto na legislação, os autistas na saúde pública de Pernambuco enfrentam situações de completo abandono, enquanto as famílias que dependem da saúde suplementar frequentemente se veem envolvidas em disputas judiciais intermináveis para garantir o tratamento de seus filhos”, sublinha o advogado.

Plano de saúde privado

Para os beneficiários de planos de saúde, a exigência da consulta com um neuropediatra ou psiquiatra infantil especializado em autismo é um passo fundamental.

Caso não haja profissionais dessa especialização na rede credenciada ou se o agendamento for complicado, é possível denunciar à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para garantir a disponibilidade urgente desse profissional na rede particular.

Após a consulta, a prescrição médica deve ser encaminhada ao plano de saúde em busca da cobertura integral das terapias; caso a cobertura não seja completa, é viável entrar com uma ação judicial para assegurar esse direito.

SUS

Da mesma forma, caso o Sistema Único de Saúde (SUS) não forneça as terapias necessárias, em defesa do direito à vida e à saúde, é legítimo que os cidadãos busquem uma ação judicial com advogados ou com a Defensoria Pública para garantir a cobertura integral dessas terapias em clínicas particulares, com os custos assumidos pelo Estado.

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