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O que diz a defesa do homem que agrediu mulher que confundiu como trans?

Advogado do investigado espera que ele seja solto por habeas corpus

O que diz a defesa do homem que agrediu mulher que confundiu como trans?
- Ao Jornal Tribuna, 1ª edição, da TV Tribuna/Band (canal 4), a defesa informou que o suspeito compareceu à delegacia de forma espontânea
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Atualizada às 19h24



O advogado do homem que agrediu uma mulher por confundi-la como uma trans, Madson Aquivo, aguarda que o cliente seja solto por meio de habeas corpus em breve.

Em coletiva, com a presença da TV Tribuna/Band (canal 4), a defesa informou que o suspeito compareceu à delegacia de forma espontânea. Ele compareceu à Delegacia de Casa Amarela, que investiga o caso, cinco dias após ser acusado de dar um murro numa servidora pública, 34 anos, de nome não revelado.

“Foi cumprido um mandado de prisão no dia de hoje, certo? E ele vai ficar à disposição da Justiça e a defesa vai tomar as atitudes pertinentes para o caso”, argumentou.

Saiba quem é Antônio Fellipe, que agrediu mulher ao confundi-la como trans

A audiência de custódia foi para ver as circunstâncias da prisão e encaminhar ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna, em Abreu e Lima (Cotel). 

Segundo o delegado Diogo Bem, Antônio Fellipe negou a transfobia, negou ter dado um soco na mulher e negou ter preconceitos. O homem passou por investigação em mais quatro delegacias, além da de Casa Amarela.

O delegado, inclusive, prometeu elucidar o caso até a sexta-feira da próxima semana. Ele acredita que os outros indícios de crime devem pesar na decisão da Justiça de libertar o agressor.

O vice-presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Fenelon Pinheiro, também falou sobre o caso.

“Apesar de ser uma mulher cis, foi um crime de homofobia. A gente está defendendo que ele pague por esse crime, porque não interessa se ele sabia ou se ele não sabia se era ou se era trans. O que interessa é que a motivação dele é se fosse. Então, se fosse uma pessoa trans, estaria legitimado? Claro que não. É evidentemente que não”, afirmou.

O que diz a Justiça?
Na tarde desta sexta-feira (29), Antônio Fellipe Rodrigues Salmento de Sá foi conduzido à audiência de custódia, marcando presença no Plantão Judiciário Criminal da Capital, conforme comunicado da Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (Ascom/TJPE).

Durante a audiência, foram minuciosamente examinadas as formalidades relacionadas ao cumprimento do mandado de prisão emitido contra o acusado, sendo este formalmente homologado em sessão.

As acusações imputadas a Fellipe incluem crimes de lesão corporal e prática de transfobia, com base na Lei do Racismo. O indivíduo encontra-se atualmente detido no Complexo Prisional do Curado (Cotel).

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