O acusado de ter assassinado a menina Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva, em 10 de dezembro de 2015, com 62 lesões no corpo, sendo 51 por arma branca, será julgado por Júri Popular. Marcelo da Silva responde a homicídio qualificado pela morte da criança e está preso de forma preventiva. A data do julgamento ainda não foi marcada.
Beatriz tinha sete anos quando foi morta dentro do colégio Maria Auxiliadora, um dos mais tradicionais colégios particulares de Petrolina. O suspeito foi preso em 2022, depois de muita polêmica, com cruzamento de DNA na arma do crime.
A investigação também teve apoio da empresa Criminal Investigations Training Group, dos Estados Unidos. O agora réu foi descoberto após composição de imagens através das câmeras de segurança do Colégio Maria Auxiliadora. Ele teria confessado o crime.
A decisão do Júri Popular foi anunciada pela juíza da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Petrolina, Elane Brandão Ribeiro.
Segundo a juíza, com base nas evidências apresentadas de que houve um crime e há suspeitas razoáveis de que o acusado, Marcelo da Silva, ainda existem motivos para manter o réu preso antes do julgamento, para garantir a ordem pública, devido à gravidade do crime.